Esse novo modelo de ciência diz o contrário do materialismo moderno, afirmando que o que está acontecendo dentro de nós criará o que acontece fora de nós.
“Por que continuamos recriando a mesma realidade? Por que continuamos tendo os mesmos relacionamentos? Por que continuamos procurando os mesmos empregos repetidamente? Com este mar infinito de potenciais que existe à nossa volta, por que continuamos recriando as mesmas realidades? Não é incrível que tenhamos opções e potenciais que nos permeiam, mas não estamos cientes deles”?
É possível e muito provável que estejamos condicionados à forma que criamos (segundo a segundo) nossas vidas e que jamais duvidamos da ideia de que essa é a vida que devemos viver.
Os condicionamentos operantes, pensamentos dominantes, estão no automático e não nos permitem rasgar o véu para as infinitas possibilidades e de pensarmos mais o que nos traz sentimentos bons. Tudo isso nos condiciona a crer que o mundo externo é mais real que o mundo interno.
A cultura pode estar num paradigma errado, sem valorizar o poder do pensamento. Isto posto, há uma diferença entre a nossa percepção de mundo e a forma verdadeira do mundo. E o grau de percepção, de um para um, é nulo, ou seja, quase ninguém é capaz de praticar. Isso é um paradigma.
“Em todas as eras, cada geração possui suas premissas de que o mundo é plano, de que o mundo é redondo, etc. Há centenas de premissas ocultas que tomamos como certas e que podem ou não ser verdadeiras. E, claro, na maioria dos casos, historicamente, essas coisas não são verdadeiras. Então, presumivelmente, se a história se repetir, muito do que tomamos certo sobre o mundo, simplesmente, não é verdadeiro”.
“O materialismo moderno tira das pessoas a necessidade de se sentir responsável e, muitas vezes, a religião faz o mesmo, mas acho que se estudar mecânica quântica bem a sério, a responsabilidade volta direto para o seu colo”.
“Fazer a si mesmo essas perguntas mais profundas abre novas formas de estar no mundo, traz um sopro de ar fresco e faz a vida ser mais alegre. O verdadeiro truque com a vida não é saber de tudo, mas aceitar o mistério”.
“No passado, alguns filósofos diziam que a experiência vivida de chutar uma pedra e senti-la é, em si, uma realidade, mas não deixa de ser a percepção dessa pessoa do que é real”.
“Experimentos científicos já mostraram que se pegar uma pessoa e colocar eletrodos de tomografia em seu cérebro, tecnologia computacional, e pedir que ela olhe para um certo objeto, vêem certas áreas do cérebro se acenderem e aí se pede para que ela feche os olhos e que imagine aquele mesmo objeto e isso faz as mesmas áreas do cérebro acenderem, como se estivesse visualmente olhando para ele. Com isso, os cientistas perguntaram-se quem vê: o cérebro ou são os olhos que vêem? E o que é a realidade?”
A verdade, afirmaram, é que o cérebro não detecta a diferença entre o que vê e aquilo de que se lembra, uma vez que são as mesmas redes neurais específicas que se acendem e aí vem, novamente, a pergunta: o que é a realidade?
“Somos bombardeados por imensa quantidade de informação, através de nosso corpo e vamos processando-as, conforme passam por nossos órgãos sensoriais. E está sendo filtrada e a cada passo estamos eliminando informação e, finalmente, o que fica borbulhando na consciência é aquilo que mais nos serve”.
“O cérebro processa 400 bilhões de bits de informação por segundo, mas só temos consciência de 2 mil deles e a nossa consciência desses 2 mil bits de informação é apenas sobre o ambiente, nosso corpo e o tempo”.
“Estamos vivendo num mundo em que tudo o que vemos é a ponta do iceberg, a clássica ponta de um imenso iceberg de mecânica quântica”.
“Se o cérebro está processando 400 bilhões de bits de informação e nossa consciência só está pegando 2 mil, quer dizer que a realidade está acontecendo no cérebro o tempo todo: ele recebe a informação e nós ainda não a integramos”.
“Os olhos são como lentes, mas a fita que está realmente vendo está na parte de trás do cérebro: o córtex visual. Sabia que o cérebro imprime o que tem a capacidade de ver?”
O documentário ‘Quem somos nós’, ano após anos, num rito de buscar a compreensão do real, costumamos testando nossos paradigmas do que é real e avançando na aceitação das nossas sombras e na capacidade da autorresponsabilidade.
Vale a pena conferir