É na perspectiva deste diálogo que a SMM busca contribuir para a produção de políticas públicas que assegurem o direito à memória e a políticas afirmativas para a educação e o turismo como base de conhecimento, pesquisa e resgate a memória.
O resgate da memória do Marabaixo começa a ser reescrito quando da fundação da UNIÃO DOS NEGROS DO AMAPÁ (UNA). Fundada em vinte e cinco (25) de novembro de 1986. No dia vinte e três (23) de março de 2018, um grupo de marabaixeiros funda a ACADEMIA AMAPAENSE DE BATUQUE E MARABAIXO (AABM). No dia oito (8) de novembro de 2018, O PATRIMÔNIO HISTÓRICO E ARTISTICO NACIONAL – IPHAN, concedeu a nossa maior cultura, o título de PATRIMÔNIO CULTURAL DO BRASIL.
No dia 20 de novembro de 2021 o Padre Paulo Roberto da Conceição Matias de Souza, então presidente da AABM, idealizou e inaugurou a Sala da Memória do Marabaixo, para garantir e estimular a criação de instrumentos de salvaguarda do Marabaixo. Tal projeto surgiu da preocupação com a memória e a valorização da nossa história.
Formada por objetos históricos e acervo fotográfico, a Sala da Memória do Marabaixo se dedicará a preservação da memória física e afetiva do Marabaixo.
* Pinturas, obras de arte, desenhos, cartazes das festas religiosas, revistas, livros, fotos, objetos pessoais, documentos, objetos de trabalho, vídeos, vasto acervo bibliográfico, cerâmica, fragmentos arqueológicos, instrumentos do passado usados para uso doméstico e do trabalho.
A memória afetiva funciona como base para que a Sala de Memória do Marabaixo conte a história de um povo trabalhador e que deixou um legado, que seus descendentes preservam hoje e haveremos de fazer sempre. A memória afetiva funciona como chave para trabalhar o pertencimento e o aconchego de todo projeto de história. A sala da Memória do Marabaixo quer ser parte da nossa casa, da nossa vida, da nossa história.
Santo Agostinho, em suas Confissões, refere-se aos vastos palácios da memória, em que se encontram tesouros de inumeráveis imagens trazidas por percepções de toda espécie e onde permanece armazenado tudo o que não foi sepultado ou absorvido no esquecimento. A Sala da Memória do Marabaixo nos pertence e encontra-se de portas abertas para visitação.