A União Europeia é uma união econômica e política de 27 Estados-membros independentes situados principalmente na Europa. A UE tem as suas origens na Comunidade Europeia do Carvão e do Aço e na Comunidade Econômica Europeia, formadas por seis países, Alemanha, França, Itália, Países Baixos, Bélgica, Luxemburgo em 1957 e, em busca de protagonismo maior, foi fundada em 1° de novembro de 1993.
Desde as suas origens a UE buscava um instrumento para aplicar no que defino como instrumento do colonialismo que começaria com o ataque à soberania da Amazônia. Maurice Guernier, Secretário do Clube de Roma, em entrevista realizada em 27 de maio de 1980, declarou – “A nossa chave para o poder é o movimento ecológico”. Estava morta a “charada” e o instrumento tão esperado seria a ecologia. Conseguiram então cooptar vários líderes mundiais que fizeram pronunciamentos contra a soberania do Brasil em relação à Amazônia:
– Em 1981, o Conselho Mundial das Igrejas Cristãs declarou que “a Amazônia é patrimônio da Humanidade, e que sua posse por países é meramente circunstancial.”
– Em 1984, o Vice-Presidente Al Gore dos EUA declarou que “Amazônia não é deles, é de todos nós.” Durante debates entre ele e Bush foi sugerida a troca de florestas tropicais por dívidas dos países que as possuem.
– Em 1985, o presidente Mitterrand declarou: “O Brasil deve aceitar Soberania relativa sobre a Amazônia”. – Mikhail Gorbachev declarou: “O Brasil deve delegar parte dos seus direitos sobre a Amazônia”.
– O 1º Ministro Inglês Major asseverou: “A Amazônia pode ensejar operações diretas sobre ela”.
– “A Amazônia deve ser intocável, pois constitui-se no banco de reservas florestais da Humanidade” Congresso de Ecologistas Alemães, 1990.
– “Só a internacionalização pode salvar a Amazônia.” Grupo dos Cem, 1989, Cidade do México.
– “A destruição da Amazônia seria a destruição do Mundo.” Parlamento Italiano, 1989.
Estes pronunciamentos de líderes mundiais já foram publicados por mim em outros artigos e os estou replicando para avivar a memória de todos de forma que não sejam esquecidos. Com o tempo o discurso vem mudando. A intenção clara de ataque a soberania e com a criação do painel de alterações climáticas na ONU mudou para o ambientalismo e aquecimento global. Verificou-se, então, que o planeta estava entrando no ciclo de resfriamento, novamente outra mudança nos argumentos e fixaram-se nas mudanças climáticas.
Durante os anos de ataque à soberania brasileira surgiram algumas surpresas, a ONU anuncia que a população do mundo atingiria os 10 bilhões de habitantes em 2050, enquanto isso o Brasil tornou-se um gigante alimentar e “topou” o desafio da Organização Internacional de aumentar a sua produção de alimentos em 40% até a data aprazada para o aumento populacional. Completando as notícias surpreendentes, em 2020, a World Trade Organization, Organização Mundial do Comércio (OMC), reconhece o Brasil como o maior exportador agropecuário líquido do mundo.
Pronto estava criado o grande imbróglio, a ex colônia cresceu superando o colonizador em produção agropecuária e riquezas, chegando ao atrevimento de ultrapassar os tradicionais donos do mercado internacional. Alguma coisa precisava ser feita. Imediatamente a UE, através de seus prepostos travestidos de ONGs ambientais, incrementou o discurso ambientalista cooptando parte da mídia internacional e brasileira, além disso começou a patrocinar parte do nosso meio artístico e literário. Para completar o quadro arrebanhou colaboracionistas em todos os setores da economia e nos três poderes. Tudo com a finalidade de retirar o Brasil do comércio internacional e fragilizar a soberania do nosso pais.
A arma constantemente utilizada pelos ambientalistas é a “sustentabilidade”. Afinal qual o conceito de sustentabilidade devemos usar? O europeu que, ao longo da história, nunca foi usado em seus territórios, seja nos originais ou em suas colônias? Creio que deveríamos utilizar os nossos próprios conceitos de sustentabilidade e proteção do meio ambiente que, inevitavelmente, não serão aceitos, uma vez que adotamos instrumental tão extremados, como o nosso Código Florestal, que jamais seriam adotados pela maioria dos países da União Europeia.
O discurso de salvação do planeta não contempla a salvação dos seres humanos como se nós fossemos um vírus de destruição. O que espanta é que apesar do aviso de crescimento populacional os ambientalistas querem impor regras que coíbem e sabotam a produção de alimentos. O planeta possui enormes áreas inaproveitadas e desabitadas como os desertos e a própria Amazônia sul-americana que poderiam ser utilizadas para a produção de alimentos. O aproveitamento dessas áreas seria o verdadeiro discurso ambientalista. A campanha que estamos acompanhando, salvo melhor juízo, se trata de pura “eugenia” com a clara intenção de eliminar os mais pobres pela fome por falta de alimentos. Fica assim uma pergunta que não quer calar: salvar o planeta para quem?