Um crime encomendado. O mandante da morte, familiar da vítima. Foi assim que o professor, empresário e dono da Escola Superior Madre Celeste (Esmac), Amintas José Quingosta Pinheiro, de 62 anos, foi assassinado no dia 5 de fevereiro do ano passado, após ser abordado por dois homens em uma motocicleta, na Avenida Centenário, perto do Conjunto Catalina, bairro do Mangueirão, em Belém.
Amintas Pinheiro, marido da deputada estadual e professora Nilse Pinheiro, retornava para casa em uma caminhonete preta, quando foi surpreendido pelos criminosos em um semáforo. O professor e empresário ainda chegou a ser socorrido, mas não resistiu.
Seis acusados do crime de latrocínio que vitimou Amintas Pinheiro foram condenados. A decisão foi expedida pela juíza Sandra Maria Ferreira Castelo Branco, titular da 10ª Vara Criminal de Belém. Os réus foram condenados com penas que variam de 22 e 26 anos de prisão, com regime inicial fechado.
Dos oito réus denunciados, seis foram condenados: Antônio Silva Cordovil, o “Tonico”, acusado de ser o mandante do crime; Anderson de Lima Pacheco, vulgo “Pelado”, apontado como executor da vítima; Amarildo Pereira, o “Maranhão”, acusado de participação direta na abordagem da vítima; Tiago Francisco Silva de Lima, apontado como piloto da fuga de um dos veículos; Elenilson Ramos Farias, o “Loirinho”, acusado de dirigir o veículo que deu suporte à ação criminosa, impedindo a fuga do empresário; e Lucas Araújo e Souza, o “Bulldog”, apontado como piloto de uma das motos que atuaram na fuga de Pelado.
O réu Max Santos Silva, investigado por ser o dono do carro utilizado pelos criminosos para executar a vítima, foi absolvido de todas as acusações. Já Jheime dos Santos Mercês, de acordo com a sentença, recebia informações do dia a dia da vítima e “coordenava toda a ação, mantendo contato telefônico com Tonico e Elenilson, condutor do veículo HB20”. Ela teve o processo suspenso por estar em local incerto, no entanto, continua com a prisão preventiva decretada.

