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A Gazeta do Amapá > Blog > Brasil > Superintendentes da PF defendem direção geral após polêmica no STF
Brasil

Superintendentes da PF defendem direção geral após polêmica no STF

Redação
Ultima atualização: 6 de agosto de 2026 às 10:26
Por Redação 5 horas atrás
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Polícia Federal — Foto: Polícia Federal/ Divulgação
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Os 27 superintendentes regionais da Polícia Federal divulgaram nesta quarta-feira (6) uma nota conjunta em que reafirmam o compromisso da instituição com a Constituição, a legalidade e o Estado Democrático de Direito. O documento surge em um cenário de forte tensão institucional entre a Polícia Federal e o gabinete do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), em virtude de divergências na condução de inquéritos criminais.

No texto, os dirigentes manifestam confiança na Direção-Geral da PF e afirmam que a atuação da corporação é orientada pelo cumprimento da lei, com base em provas e sem interferência de interesses pessoais. 

“A credibilidade construída perante a sociedade brasileira decorre da atuação técnica e independente de seus servidores, orientada exclusivamente pelos fatos, pelas provas e pelos mecanismos de controle previstos no ordenamento jurídico. A atividade investigativa da Polícia Federal não se submete a interesses políticos, ideológicos ou pessoais, mas ao estrito cumprimento da lei”, diz o texto.

A tensão institucional entre a Polícia Federal e o gabinete do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), em virtude de investigações relacionadas ao chamado “caso INSS” e escalou após a PF solicitar a abertura de frentes de investigação contra Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente da República, por suspeitas de corrupção e tráfico de influência em contratos da Dataprev e no Ministério da Saúde.

O estopim para a crise recente foi um pedido da Polícia Federal para investigar Fábio Luiz Lula da Silva, o Lulinha, por suspeitas de corrupção e tráfico de influência. O gabinete de Mendonça, relator do caso no STF, tem cobrado esclarecimentos sobre a condução e a suposta demora nas diligências, enquanto a PF nega qualquer irregularidade e sustenta que os procedimentos seguem critérios estritamente técnicos.

A corporação contesta decisões do ministro que considera interferência em suas atribuições, como restrições impostas à comunicação de informações da investigação entre delegados e seus superiores. Diante desse cenário, a PF chegou a acionar a Advocacia-Geral da União (AGU) para avaliar as medidas do ministro, alegando que tais restrições prejudicam a gestão institucional. 

No manifesto, os chefes regionais enfatizam que a atividade investigativa não deve se submeter a interesses políticos, ideológicos ou pessoais, mas ao estrito cumprimento da lei. 

A nota da PF destaca a importância da independência técnica das investigações e da autonomia administrativa da instituição, apontadas como garantias para a condução das atividades institucionais e para a aplicação da lei. 

A nota também aborda o cenário de críticas públicas, pontuando que, embora o “debate público e as críticas legítimas são próprios da democracia”, ele se torna nocivo quando voltado ao “enfraquecimento da credibilidade e da confiança” que a sociedade deposita nas instituições . 

O documento é assinado pelos chefes das 27 superintendências regionais da Polícia Federal. 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou ter conversado diretamente com seu filho após o nome deste ser citado na CPMI do INSS. 

Lula relatou que chamou o filho ao Palácio do Planalto para uma conversa franca, na qual deu o seguinte aviso: “Só você sabe a verdade. Se você tiver alguma coisa, vai pagar o preço, mas se não tiver, se defenda”

Fonte: Blog da Julia Duailibi

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Redação 6 de agosto de 2026 6 de agosto de 2026
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