O procedimento no Hospital Estadual da Criança e do Adolescente (Hecad), conduzido pela equipe do médico Zacharias Calil, é composto por aproximadamente 50 profissionais.
O casa das meninas é considerado de alta complexidade. Elas são naturais de em Guararema (SP), mas a família se mudou para Morrinhos, no sul de Goiás, em 2021, para ficar mais próxima da unidade de saúde.
Desde então, elas já passaram por diversos atendimentos até a colocação dos expansores, espécie de tecido que tem a função de estimular o crescimento da pele. “Estamos confiantes que já deu tudo certo”, disse o pai, Fernando de Oliveira dos Santos.
Caso complexo
O cirurgião Zacharias Calil conta que as crianças dividem os intestinos grosso e delgado, fígado e genitália. Unidas pela bacia, ou seja, pelo osso ísquio, elas configuram um caso de gêmeas isquiópagas, classificado como um dos mais complexos da cirurgia pediátrica.
“A expectativa é grande porque é uma cirurgia de alta complexidade. Apesar de nós já termos realizado várias cirurgias, essa será minha vigésima segunda, eu considero esse caso totalmente diferente devido à condição anatômica”, explica.
A cirurgia foi realizada por etapas, de forma que o nível de ligação entre os intestinos será determinante para a continuidade até a separação total.
“Vamos torcer para que esses órgãos tenham uma união na parte mais baixa, que é o mais comum, para viabilizar a separação”, complementa o médico.
Além de Calil, uma equipe de aproximadamente 20 médicos das mais diversas áreas (Urologia, Cirurgia plástica, Ortopedia, Aparelho digestivo, Anestesiologia, entre outras) participaram do procedimento, com apoio da Enfermagem, Nutrição, Psicologia e Fisioterapia. O estado de saúde das meninas ainda não foi divulgado pela equipe.
Com informações do Metrópoles

