De fato, a solidão me tem ferido!
Bastante fundo, como se uma mão,
armasse de gesto e intenção,
e me tornasse desde então sofrido!
Bastante fundo, como se uma mão,
armasse de gesto e intenção,
e me tornasse desde então sofrido!
Abrisse minha boca e o gemido,
agora atravessando o espaço em vão,
não fosse ouvido e, sem direção,
vagasse eternamente emudecido!
Não, certamente assim como quem finda,
morrendo eu, há de durar alguém
e a solidão vai existir ainda!
E assim sendo, existirá o amante,
outro, que esse inspirará desdém,
e comumente quem lhes desencante!