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• Noticiei que um querido amigo, um jovem chamado Rihan, dera cabo à própria vida no último domingo. Fiquei estarrecido ao receber uma série de mensagens assegurando que outros jovens no meu Amapá, e pelo Brasil, vem também ceifaram a própria vida desde 2014.
• Levantamento indica alto número de suicídios entre jovens no Brasil. Esse foi o título de reportagem de Danielle Sanches do Viva Bem, em início de setembro. A afirmação resulta de um estudo feito pela Insurtech brasileira Azos. Os dados são preocupantes. Entre 2014 e 2019 o número de suicídios no país aumentou, incluindo todas as faixas etárias, em 28%. Passaram de 9,7mil, em 2014, para 12,4mil, em 2019. Além disso, é citado que nós, brasileiros, caminhamos no sentido inverso da média Global que atingiu uma redução de 36% no período de 2000 a 2019. Registros no sitio https://www.uol.com.br/vivabem/noticias/redacao/2021/09/10/levantamento-indica-alta-no-numero-de-suicidios-entre-jovens-no-brasil.htm
• O fato por si só é alarmante. Mas, os dados que mais chocam são os que demonstram que deste total, no período referido, entre os jovens de 11 a 20 anos o aumento foi de 49,6%. E, pior, o percentual de aumento é ainda maior entre jovens brasileiros de 21 a 30 anos e ainda há o fato de que os homens estão à frente das mulheres nessa horrenda estatística. Por quê?
• Ainda não temos respostas científicas. Relatos de casos sugerem imaturidade emocional para lidar com problemas que tem chegado cada vez mais cedo aos jovens.
• A vulnerabilidade social, decorrente da falta de oportunidades parece ser uma constante nos relatos, que mencionam famílias que não tem tempo para cuidar um dos outros, seja pela falta de tempo em razão da busca incessante de trabalho e renda, para os desempregados; seja pelo excesso de horas trabalhadas pelos que desenvolvem tarefas e são responsáveis pelo sustento da família.
• Outro fator mencionado para o aumento nas taxas de suicídio, e aqui podemos nos referir a todas as faixas etárias, seria a falta de acesso aos profissionais especializado e à medicação adequada para tratar da saúde. Além disso, em pleno século XXI ainda há relatos do preconceito ligado aos problemas da saúde mental que decorrem da ignorância a respeito do tema.
• A pessoa com comportamento afetado por distúrbios na saúde mental não raro é tratada como “louca” e olhada com desprezo e, como diz a sabedoria popular, a ignorância mata. Afinal, os especialistas, ainda segundo a reportagem acima citada, afirmam que 90% dos casos de suicídio estão ligados a um transtorno psiquiátrico, como ansiedade e depressão. Portanto, é possível salvar essas vidas.
• “Nem só de pão viverá o homem”. Logo, ao tempo em que os jovens são preparados para conquistar e consolidar uma carreira profissional, devem também ser preparados no conhecimento de valores mais nobres da humanidade, ação que precisa começar na família. Assim, necessário se faz refletirmos sobre a importância de um núcleo familiar ativo e atento, onde a pessoa possa se sentir segura, aceita, compreendida, principalmente em se tratando de adolescentes; mas não somente de adolescentes. E isso requer os ditos valores imateriais.
• Em conclusão, há causas de natureza espiritual/emocional, causas de natureza orgânica e causas sociais. Em todas é possível trabalhar preventivamente. Contudo, o Estado não cumpre suas funções, na parte social (oferta de oportunidades de trabalho) e orgânica (oferta de saúde); não cumpre o dever constitucional de disponibilizar o direito ao trabalho, à saúde e na proteção à vida, circunstância que escancara a responsabilidade de nossos representantes por essas mortes.
• A sociedade como um todo está cada dia mais revoltada e alerta, transbordando indignação que será o catalizador para mudar as pérfidas estruturas de poder que nos governam. Por isso acompanhamos juntos, cada vez mais, as reações à má gestão e ao desvio de recursos públicos. Os governantes dos poderes estão constatando que a política praticada não é mais suportável. Os Sans-culottes do Amapá irão derrubar o Setentrião e adjacências…pelo voto. É questão de tempo! Eu não pagaria para ver!