nas travessuras e arteirices de homem e artista no chão escorregadiço.
Vão-se os janeiros, repetem-se os dias de mormaço, ficam os riscos e rabiscos,
ora suaves, ora fortes – poeta a poetar andanças – o poeta da Esperança.
O poeta das florestas, o poeta dos girassóis, eu diria!
Do Amazonas para o mundo, desenhou com palavras,
fez seus traços com a cósmica visão da humanidade,
imprimiu sons com a ousadia das cores verbais de esperançar.
Germinou-se, embebido até a alma do verde das matas,
espalhou sementes sobre os Andes de Neruda, o Pablo.
Embrenhado de rios fez-se largo, ora estreito, ora oculto igarapé,
fez-se mar. “Mar Dulce” a saciar os sedentos de liberdade e dignidade.
Libertos, libertários ou um mundo solidário? Sonhou de olhos abertos
com a pele exposta às intempéries, abriu janelas amplas para transeuntes,
para jardins, ruas e campos e por fim decretou:
“Parágrafo único: Só uma coisa fica proibida: amar sem amor.”