No jornal “dos meios dias”, matéria viciada em acobertamento absurdo do que ouso chamar de roubo oficial. Jornal “das noites” dito com dimensão nacional, mais se ajunta para convencer a sociedade brasileira que os roubados e assaltados, embora honestos trabalhadores, seriam bandidos e até mesmo operando em regime de escravidão.
Este caso abusivo de poder armado de forças do Estado, demonstra bem que muito tem faltado presença e segurança jurídica neste país, hoje para lá de enrolado. Nosso Supremo Tribunal Federal guardião maior das garantias constitucionais, como diz nosso Presidente: tem botado para “fuder” no todo em questões políticas e politizadas; garantias aos cidadãos, se tornaram causas menores. Se alcunhados de garimpeiros, aí então que sigam todos para a casa do caralho não sendo ela aquelas cestas dos mastros das antigas naus…
Embora hoje cautelas sejam exigências, para não se acabar, pelo papo indo para a “papuda”, ainda assim gostaria mesmo de mandar muitos e com eles algumas autoridades, de volta às moradias daquelas senhoras que cujos serviços são em tardes ou noites, ofertando prazeres, mas não dá, elas ficariam ofendidas por tão más companhias.
O mais terrível, é se perceber o monstruoso conluio entre ambições capitalistas, meios de comunicações, fiscais de leis, polícias e mandatários.
Na Amazonia, onde o melhor parceiro existente com os ocupantes trabalhadores, sempre foi o Estado através de suas forças fardadas, da saúde ou policiais presentes, e embora diferente deles, estando apenas a cumprir trabalho e ordens sempre serviram ao propósito da estabilidade econômica e social. Entretanto, agora de repente, até Deus, assiste horrorizado a barbaridade praticada por seus próprios agentes.
Com matéria dessa semana, a grande rede de televisão, novamente veio a dar cobertura a violência descabida, numa ação dita do Estado, contra gente “supostamente” criminosa, segundo eles, em prática de mineração ilegal. O supostamente aí é meu, porque eles já chegam os tratando como criminosos. Bem, como já o disse em outros escritos, procedem a um julgamento primário de domínio público. Demonizam as pessoas perante a sociedade num prévio julgamento, para maldosamente criarem a nossos juízes, dificuldades para se coibir impropriedades administrativas.
O interessante, que a grande rede de televisão, tornou-se companheira inseparável de um outrora melhor aparato de segurança da América Latina, cuja melhor marca era contenção de excessos, agir sem arbitrariedades e nunca nada dramatizando ao estilo velho do oeste norte americano.
Helicópteros e outras máquinas voadores são todos de poucos ocupantes, mas para as câmaras e globais repórteres, lugares são garantidos com direito a excessos até de pesos, inda que outros fiquem a pé. Qualquer, com inteligência mínima logo entende, que lá se vão fazer uma merda qualquer, bem por isso de antemão carregam o melhor dos produtos para sua limpeza perante a sociedade e quiçá outras intenções.
Desta vez, sem nenhuma motivação maior, nem mesmo com um mínimo mandado judicial, segundo informações a mim chegadas, ou pelo menos não foi mostrado aos interessados diretos, seguiram a uma área em trabalho minerador. Coisa mínima, simplesmente uma das mais produtivas e promissora jazida de ouro do norte; hoje Serra Pelada incluída. Segundo disseram na reportagem havia um fiscal das leis a bordo, avalizando a travessura legal.
A primeira imagem mostrada da área a ser surrupiada, a mostra bem em interior de selva bruta, não fosse isto, se facilitasse a ministra acreana teria decretado parque ou Flona, por estar em floresta tão adensada.
Qualquer governo honesto e responsável, condecoraria ao homem ou homens que descobriram tal riqueza em lugar tão remoto, com difícil acesso e a 40mts de profundidade. E mais, com a experiencia com eles compartilhada por mais de quarenta anos: SÓ ELES FAZEM ISSO. E O FAZEM POR SEREM GARIMPEIROS, E SÃO GARIMPEIROS POR FAZEREM ISSO.
Nenhum funcionário com salários consegue ou se dispõe a executar e viver tal trabalho de caça a fortuna desconhecida ou bravia; ainda mais com este salário de “merda” e fila de ossos (do Lula) para aqueles que se não dispõem a enfrentar o duro batente do esforço humano.
E agora assaltam, esbulham, espiantam sem nenhum ordenamento com aval judicial transitado em julgado, aqueles que lá estavam. Normalmente diriam que estariam cometendo crime ambiental, mas como lá não tem rio tão próximo, nem mercúrio do Bostas e o proposito talvez, seja apenas transferir a propriedade e domínio da área, logo após sua desocupação a outro rico influenciador ou insuflador de autoridades com poderes questionáveis. Aliás, pensando bem, talvez por isso não a transformaram em reserva, o que poderia prejudicar como propriedade em futuro mais que próximo, ao abençoado do rico botim.
Portanto, em exibição nas telas, como dizia o malandro e desonesto frente a câmera e seguro ao microfone, A FEDERAL (sempre dizem a Federal), estaria com o ministério público livrando aqueles homens de um trabalho escravo. Puxa, agora mesmo, sem de parecer Lula, eu digo “puta que pariu”.
A relação capital trabalho em áreas amazônicas com extração mineral é a mesma da pesca universal, de parcerias. Se a jazida é de um ou mais descobridor, seu produto, estabelecidas as percentagens (também iguais a pesca) é de todos. E posso garantir, até chamado as barras dos tribunais a veracidade do que afirmo. E mais, após privatização a Vale baixou sua oferta de soldos, e qualquer homem, daqueles ditos “escravos” deve ganhar mais que engenheiros dessa companhia. E continuo, a cozinheira deles, com certeza ganha de duas a três vezes mais que a cozinheira da primeira-Dama no Palácio da Alvorada.
Na a Amazonia tornou-se chacota essa história de ficção de escravatura garimpeira, podendo, entretanto, se observadas as autoridades como cópia pobre dos antiguíssimos capitães do mato, seja possível alguma confusão, embora jazida e valores envolvidos sempre desmentirão o fato.
A prova maior da ação malfeitora e televisionada, é que nenhum daqueles ditos “escravos” foi entrevistado, nem sequer perguntado por que ali estava e o que acontecia. E anunciaram ao país que os levariam “seguros”, para casa valha-nos Deus. Como diz Lula, “porra nenhuma”, a nave oficial do Lula os está jogando ainda que meios lhe retirassem, por conta própria num albergue, na cidade de Itaituba-PA, às margens do rico Tapajós, a engrossar a fila dos ossos, se tornando assim, escravos do governo e poderes coniventes. E isso depois de, há vídeos circulando, até churrasco fazerem, na selva sem reclamar, para os homens das leis das vontades
Bom reafirmar, que a aqueles desbravadores, bem diferentes de bons assalariados da União, cabe descobrir riquezas e na Constituição Federal está bem ordenado caber ao governo, desde que exista honestidade e isenção, promover a legalidade da descoberta e do trabalho.
Bom que saibam, garimpeiros sempre voltam e que ninguém “d’outro mundo”, arrisque tomar o que é deles, conquistado honestamente, com talento, suor e bravura.
Hoje, mesmo não sendo amazônicos, somos todos amazônidas e com muitas esperanças que nossos poderes desmobilizem suas convenientes ignorâncias, e permita ter de volta o honroso desígnio de nossos aparatos de justiça e segurança, para que prossigam em seu trabalho e dever, PERSEGUINDO, CAÇANDO E PUNINDO VERDADEIROS CRIMINOSOS.
Porque no Brasil, corrupção, já cansados sabemos não ter jeito.
BH/Macapá, 05/05/2024
José Altino Machado
Nota do autor:*Caralho: cesta de vigia nos mastros das antigas naus.