Recém inaugurado para atendimento de média e alta complexidade, o Hospital Universitário (HU) do Amapá também vai ofertar o tratamento para pacientes com o pé torto congénito, um dos problemas mais comuns em recém-nascidos. A iniciativa é uma parceria com a Secretaria de Saúde do estado (Sesa), que vai disponibilizar profissionais e materiais para o atendimento, ainda sem previsão para iniciar.
A ideia é centralizar o serviço, que hoje ocorre de forma separada. O primeiro atendimento acontece no Hospital da Mulher Mãe Luzia, a maternidade pública estadual. Assim que o bebê nasce e é diagnosticado com a doença, é direcionado para cuidado ambulatorial, em seguida, é encaminhado para fisioterapia no Centro de Reabilitação (CREA-AP).
Representantes do HU e da Sesa se reuniram esta semana para iniciar as tratativas para a implatanção do serviço. O Governo do Estado e a Universidade Federal do Amapá (Unifap) firmaram um convênio para garantir o envio de recursos do Sistema Único de Saúde (SUS).
De acordo com a Sesa, o pé torto congênito ocorre em 1 para cada 750 crianças nascidas e é duas vezes mais frequente em meninos e bilateral em metade dos casos.
Tratamento
O mais importante é tratar logo que a criança nasce, com o uso de gessos, como alertam ortopedistas. Os gessos são trocados de 4 a 8 vezes semanalmente e algumas crianças já conseguem resultados – no entanto, a maioria dos casos exige cirurgia.
Na operação, que não demora mais do que 20 minutos, o médico faz um corte no meio do tendão para que ele se solte. Depois, a criança usa órteses por mais ou um dois anos.
Quando ela começa a andar, ela troca as órteses por botas ortopédicas e palmilhas especiais, que ajudam a orientar o crescimento dos pés.

