A par de responsabilizar os seres humanos resolveram destacar a pecuária como grande causadora do aumento do metano na atmosfera apesar da quantidade quase desprezível dos animais diante dos quase 8 bilhões de habitantes que infestam o nosso planetinha (visão dos ambientalistas), apenas uns poucos milhões de bovinos criados para satisfazer as necessidades proteicas humana. Podemos até desculpar algumas pessoas desavisadas que acreditam no proselitismo dos ambientalistas repercutindo as teses da ONU.
Todavia, a grande maioria dos cientistas sérios, que não foram cooptados pela ONU, divulgam cada vez mais suas teses, artigos e estudos aprofundados como estão fazendo o Dr. Thomas Lauvaux, cientista atmosférico da Universidade de Saclay, na França, e seus colegas. Há poucos dias, mais especificamente 05/02/2022, ‘The Economist’ publicou uma matéria com o título ‘A segmentação de “ultra-emissores” de metano pode retardar as mudanças climáticas de forma barata’, que transcrevo trechos:
“O metano é um gás de efeito estufa incolor e inodoro que compõe a maior parte do gás natural queimado para aquecer casas, cozinhar alimentos e gerar eletricidade. É também o segundo maior fator de aquecimento global depois do dióxido de carbono, responsável por pelo menos um quarto do aumento das temperaturas médias globais desde a Revolução Industrial. Uma vez emitidas, as moléculas de metano se degradam em cerca de uma década para que não se acumulem na atmosfera da mesma forma que o dióxido de carbono, que pode persistir por centenas de anos.
Cortar as emissões de metano, portanto, poderia ajudar a reduzir o volume atmosférico geral de gases de efeito estufa e diminuir o ritmo do aquecimento global no curto prazo. Remendar a infraestrutura de petróleo e gás com vazamento, responsável por 22% de todas as emissões de metano feitas pelo homem, ajudaria a atingir essas metas. Isso levou a esforços para quantificar os vazamentos de metano.
De acordo com um novo estudo publicado esta semana na revista Science, longas explosões em dutos e poços – como aconteceu na explosão do condado de Belmont – estão por trás da liberação de cerca de 8 milhões de toneladas de metano todos os anos. Isso equivale a entre 8% e 12% do total estimado liberado da infraestrutura global de petróleo e gás a cada ano. Ao identificar e mapear os vazamentos com tantos detalhes, o estudo oferece uma oportunidade: o foco no combate a esses grandes vazamentos e uma parcela significativa das emissões mundiais de gases de efeito estufa podem ser removidas.
Thomas Lauvaux, cientista atmosférico da Universidade de Saclay, na França, e seus colegas usaram imagens e dados coletados em 2019 e 2020 pelo Tropospheric Monitoring Instrument (TROPOMI), que está voando a bordo de um satélite de monitoramento da Terra lançado pela Agência Espacial Europeia. Os pesquisadores encontraram mais de 1.800 eventos “ultra-emissores”, definidos como a produção de 25 toneladas ou mais de metano a cada hora. Alguns eventos liberaram várias centenas de toneladas de gases de efeito estufa por hora, gerando plumas que se estenderam por centenas de quilômetros.
Dois terços dos eventos de ultra-emissão foram co-localizados com locais de produção de petróleo e gás e oleodutos; o resto veio da produção de carvão, instalações agrícolas ou de gestão de resíduos. Contabilizando 1,3 milhão de toneladas de metano por ano, o Turcomenistão abrigava algumas das maiores fontes. O Dr. Lauvaux e seus colegas observaram que os eventos que documentaram não foram incluídos nos inventários nacionais de emissões e sugerem que os números oficiais podem subestimar as emissões totais pela metade. Depois do Turcomenistão, as maiores emissões foram encontradas na Rússia, América, Irã, Cazaquistão e Argélia.
As 8 milhões de toneladas de metano coletadas no último estudo têm o mesmo efeito de aquecimento que a pegada de carbono de 18 milhões de americanos. A eliminação de todas essas emissões evitaria um aquecimento de 0,003°C a 0,007°C nas próximas três décadas, de acordo com o Dr. Lauvaux.
Melhorar o monitoramento e consertar a infraestrutura com vazamento também seria do interesse dos produtores de combustíveis fósseis em lugares como Argélia, Estados Unidos, Cazaquistão, Rússia e Turcomenistão. Os pesquisadores calcularam que as empresas renunciam a receitas entre US$ 100 e US$ 400 por tonelada de metano que vaza”.
Pois é, o Dr. Lauvaux sem confrontar ou citar as teses da ciência oficial da ONU traz ‘à baila’ novas e importantes informações que desmistificam tais teses e mostra a todos os caminhos que devem ser seguidos para qualquer um que queira verificar a origem das emissões de metano na atmosfera. No trabalho fica bem claro que as emissões de metano pelas chamadas ‘instalações agrícolas’ são ínfimas perante as falhas das indústrias de petróleo e gás na produção. O que fica, também, claro que o estudo não responsabiliza a utilização de combustíveis fosseis como o petróleo e o gás como emissores de metano. Responsabiliza sim as falhas na produção e transportes.
O que tem me chamado a atenção é que os ‘cientistas oficiais da ONU’ e até a própria mídia começam a esquecer as emissões de dióxido de carbono assim como fizeram com os tais buracos na camada de ozônio no passado, descobriram que estavam errados, depois de causar prejuízos de bilhões, deixaram de tocar no assunto passando a atacar as emissões de metano feitas pelos bovinos. Agora com o estudo promovido pelo Dr. Lauvaux e sua equipe os cientistas da ONU e os ambientalistas perdem a maior arma de ataque à pecuária, Com certeza vão usar outras armas, afinal a desonestidade climática é ilimitada.