Uma situação ainda banalizada nos dias atuais é quanto ao papel dos dentes decíduos, conhecidos popularmente como dentes “de leite”. Pelo fato de posteriormente haver a troca para os dentes permanentes, os pais e/ou responsáveis acham que eles não têm importância.
Ocorre que o espaço ocupado pelos dentes “de leite” será substituído pelos sucessores permanentes na época que estes forem erupcionar. Quando há perda precoce de algum elemento por cárie, o espaço deixado pelo dente perdido começa a ser reduzido devido a migração dos dentes vizinhos. A consequência disso é que haverá espaço insuficiente para um bom posicionamento sucessor e, com isso, este poderá nascer fora de posição ou mesmo não erupcionar, ficando retido.
Então pensar que os dentes “de leite” não têm importância porque “vão cair mesmo” é um grande engano! É preciso conservar os dentes “de leite” na boca até o momento natural da troca e, em caso de haver dentes cariados, realizar o tratamento, a fim de evitar ao máximo sua remoção. Problemas futuros que exigirão soluções ortodônticas e cirúrgicas onerosas e trabalhosas poderão ser evitados se orientarmos os pais sobre as sequelas que a perda precoce dos dentes “de leite” gera na dentição permanente.
Convidada
Dra. Maria Amália Bragion Bicudo
CRO AP 1612
Especialista em Odontopediatria pela UNICASTELO – SP
Especialista em Endodontia pela APCD – SP
Graduada em Odontologia pela UNESP – SP
Residência em Odontologia para Bebês pela UEL (Universidade Estadual de Londrina – PR)
Professora de Odontopediatria e Clínica Infantil da Faculdade de Odontologia IMMES – AP