A União Europeia (UE) anunciou nesta quarta-feira (20) a adesão de um novo acordo para reformar as regras e o sistema anti-imigração ilegal.
O texto, nomeado como “Novo Pacto sobre Migração e Asilo”, deve entrar em vigor no próximo ano e procura dar aos governos dos países da UE uma sensação de maior controle sobre as fronteiras.
O acordo trará novidades quanto ao rastreamento dos imigrantes ilegais por meio do cadastro biométrico deles.
A ideia é poder fazer uma avaliação rápida nas fronteiras para identificar se aquela pessoa estaria elegível para receber asilo em algum país do bloco.
“Significa que serão os europeus que decidirão quem vem para a UE e quem pode ficar, e não os contrabandistas. Significa proteger os necessitados”, disse Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia.
Para se tornar lei, o plano ainda deverá passar nos próximos meses pelo processo de aprovação da União Europeia.Algumas ONG’s de direitos humanos criticaram o acordo argumentando que ele atravessa diversos direitos fundamentais e que faz com que o dinheiro gasto por esses imigrantes na fronteira não seja utilizado para salvar vidas, mas sim para investir em monitoramento e exclusão.
As chegadas de migrantes à UE diminuíram significativamente desde o pico de mais de 1 milhão em 2015. No entanto, voltaram a subir em 2020 atingindo o número de 255.000 pessoas. Dessas, mais da metade chegaram à UE pelo Mar Mediterrâneo.
Com informações G1

