A pesquisa, chamada de “Trans Censo”, vai identificar as condições de permanência do acadêmico na Unifap, o acesso deles à saúde, emprego e moradia. Além de verificar qual a renda e a participação desse público nos programas de pesquisa, extensão e na assistência estudantil.
O questionário traz perguntas como a forma que o estudante deseja ser chamado, uso de pronome ele ou ela, qual gênero e orientação sexual se identifica, e se utiliza terapia hormonal para se expressar e ser reconhecido pela sociedade dentro dos limites do gênero com o qual se identifica ou com o qual prefere ser.
“Entendendo a exclusão histórica a partir das estatísticas brasileiras – e internacionais, é possível observar realidades como evasão escolar, negação do direito à moradia, desemprego e baixa expectativa de vida. Pensando nisso, faz-se necessário conhecer a população trans e travesti universitária amapaense, visando a criação de diálogos que possibilitem produções científicas e políticas institucionais efetivas para o enfrentamento da transfobia e a garantia da permanência estudantil”, diz o texto da pesquisa.
Segundo dados da V Pesquisa Nacional de Perfil Socioeconômico e Cultural de Graduandos das Instituições Federais de Ensino Superior (Ifes), publicado em 2019, há menos 0,3% de estudantes trans e travestis nas universidades federais, número considerado baixo.

