No princípio do mês de abril, no rescaldo do dia dos mentirosos, sucesso no calendário, em canal News, assisti um programa assaz politizado, supostamente sobre meio ambiente e muito falando sobre Amazonia. E como ultimamente, não poderia deixar de ser, bastante contrário aos ocupantes mais que tricentenários mineradores do subsolo nacional, hoje como antes, apenas intitulados garimpeiros.
Apresentado como uma produção da rede que transmitia, na verdade já a tempos o havia assistido como um filme produzido por uma entidade de origem e fundos estrangeiros; embora por aqui já faça uma boa colheita com incautos contribuintes. Reprisado não por sucesso, mas como ferramenta bélica na criação de pânico social e combate aos tais ocupantes únicos do interior amazônico, que com suas atividades atraem outros talentos econômicos para melhores sortes ou meios de sobrevivência naquele infernal paraíso.
A organização nacional filhota da forasteira, traz face diferente da materna que propagava, pela mesma grande rede de televisão, pedidos de recursos para deter a “destruição” a total da floresta daquela região. A mentira foi tão grosseira e marota, que sequer foi necessário se recorrer à justiça a acusando de reclamo enganoso de fins argentários.
Simplesmente afirmavam que na Amazonia se derrubavam e queimavam 1.000 (mil), disseram e repito, mil arvores por minuto. Conta fácil de se fazer e pegar mentiroso. Na Amazônia são 365 (trezentos e sessenta e cinco espécies por hectares e bem diferentes entre si. Nos minutos de um ano não sobrariam nem os coqueiros da Bahia ou as mangueiras do fundo de minha casa lá das Minas Gerais.
Percebidos como possíveis fraudadores de má fé para amealharem recursos, envergonhados, embora não acredite que tenham este sentimento, saíram da frente e logo fizeram outra ESCOLHA em busca de escudo nacionalista.
Só que surpresos, a achamos escolada até demais, por também exibir dados colhidos em campo, levados a laboratórios e publicados, sem nenhuma comprovação cientifica da origem do mal encontrado. Como muito fazia a matreira ONG externa, continuando a divulgar imagens visualmente convincentes e chocantes a entendimento e criação de fantasioso e maldoso dos reais motivos causadores.
Mas, nos rastros encontramos os elos. Juntando fios da renda, lembramos de uma participação em evento da Comissão de Minas na Câmara Federal. Sem que soubéssemos o porquê e do nada, surge um “escolhido” para falar de algo que passa longe de seu currículo e entendimento. Ficou evidente seu desconhecimento total, de mineração, gentes, bichos e até de paus. Pior, estava bem mal preparado para apresentação naquele palco.
Mais à frente, em outra Comissão da mesma Câmara, surge a falar de garimpo e garimpeiros, representante de instituto maior da tribo conhecida como dos altos mineradores; aqueles que se passam como elite do setor, porém com ternos e gravatas. Coisa de profissional ao agrado de políticos. O homem falou tantas aleivosias a respeito da atividade, que funciona dispensando todo e qualquer diploma, que assustou a todos. Logo a qual onde os maiores valores são os homens e que diferente de todas as outras, inclusive a política, mesmo a exibir importâncias notáveis, dispensa a presença de naturais seguranças. E ninguém, ninguém na Amazonia convive com insegurança.
Disse coisas que como conhecedor de meio século em garimpos jamais ouvi falar ou acontecer, como violências gratuitas e promiscuidade. Talvez habituado aos círculos com os quais convive, e ainda inteiramente fora do assunto e propósitos, afirmou existir até estupros naquele trabalho, onde jamais se ouve palavras como prostitutas ou putas. A justificar seu oficio lobista pegou não só pesado demais como procurou desonrar a quem jamais, como Judas, recebeu dinheiro para entregar e denegrir imagem do alheio.
E nesta mesma sessão surgiu a substituta daquele incapaz moçoilo da primeira aventura. Agora, até mais bonita que ele e com uns zoiãos arregalados que chamam atenção. E só… mas parceira aparentemente bancada pelo lobista profissional, que por escolha dele, foi acompanhante a evento de mineração no Pará, sem nada ter a ver com isso.
Todos do setor bem sabem como tudo ocorreu, ocorre e porque ocorre.
O sentimento maior, é esta outra Comissão da Câmara, ser então, presidida por um mineiro, berço do minerador solitário e originado de município que abriga um dos maiores e melhores centros de saber da América Latina.
Nasci e fui menino criado em beirada de trilhos da companhia Vale do Rio Doce, assistindo seu crescimento após fundação por decreto presidencial (ditador) em acordo com americanos, com a desapropriação da Itabira Iron e Estrada de Ferro Vitoria Minas. Diferentes entidades jurídicas. (Coisa esta que o atual governo tem que estudar e avaliar a concessão de uma à outra e seus prazos).
A manifesta intenção de criação, por aliados, ao esforço da guerra que surgia, aos brasileiros como agência de desenvolvimento regional com frutos de alcance nacional. Até como exemplo a outras para valorização a bons salários. Em seu decreto de criação, consta a exigência de aplicação parcial de seus lucros nos municípios abrangidos por seus serviços.
Após sua inacreditável “venda”, a controle privado, numa primeira assembleia de “acionistas” desapareceu como por encanto tal obrigação. Juridicamente acredito ser discutível o poder de assembleia privada modificar o estabelecido em decreto presidencial. Quanto aos bons salários, foram para o saco. Casos estes, também a observância do atual governo.
O interessante é que ajuntando e talvez parceiro das ESCOLHAS, ataca violentamente as atividades mineradoras paralelas, como se eles cultivassem verdadeiros santuários ambientais.
Uma senhora baboseira…ao somarmos área de todos da mineração popularizada como garimpo não se chega sequer próximo das trabalhadas por eles. A grande diferença que usam engenheiros para que a cicatriz do trabalho humano, fique bonita ao olhar. Algo como maquiagem de gente feia.
Suas melhores companheiras na futrica nacional aos “indiplomados” mineradores, incrivelmente provocam, como ela própria, imensas intervenções ecologicamente discutíveis. Haja visto, a maior tragédia ambiental amazônica no estouro dos rejeitos da bauxita (aluminas) no Pará(por estrangeiros) e o criminoso peladeiro em Paracatu-MG (também estrangeiros). E ela própria com suas lavras ambiciosas, fez ocorrer nas Minas das Gerais, estouros assassinos onde morreu pencas de gentes.
A curiosa maldição é que ainda criam uma outra empresa fantasma para assumir a desgraceira. E consegue que meios de comunicações digam como tragédias de cidades mineiras, não da Vale como realmente o foram. Ninguém foi preso, nem mesmo criminosamente imputado, repressão não queimou nenhuma locomotiva ou equipamentos, parecendo não ter havido culpados por merdas tão grandes.
E a zóiuda moçoila “escolhida”, falando tal qual arara baleada, ainda sai a campo a alardear ilegalidade da produção em regime de exploração individual por profissionais, do ouro por eles descobertos. Mesmo sabendo que a eles cabe a descoberta e legalmente à administração pública sua legalização.
Mais ainda, ela tão publicamente “zeloza”, bem poderia se interessar, antes que a Receita Federal ou o próprio atual governo o faça, pela produção de ouro da Vale, o que dele é feito e se sua exploração ou não, traz benefícios a Nação. E mais que por curiosidade, usando seus procedimentos tão policialescos e investigatórios, acrescentados às relações que demonstra ter, o que aquele ouro roubado (750ks) por outros ladrões menos profissionais, estariam fazendo em galpões de carga aérea em Cumbica.
Como ajudaria… e sem necessidade de lava a jato…permitindo ainda o continuado exercício da honra de quem ainda a tem.
José Altino Machado
Nota do autor: Interessante também, que tais boquirrotos, detratores interessados, informassem a sociedade brasileira, o valor do que se discute, ou pelo menos quanto valem as jazidas descobertas e ocupadas por estes mineradores, tidos como garimpeiros. Assim estaria mais bem entendido o X da questão e ambição.