O ano começou com muita volatilidade nos mercados financeiros mundiais. O arrefecimento do crescimento econômico, a alta da inflação e as commodities foram fatores que impactaram os investimentos.
“A inflação de diversos países continua assustando, chegando a níveis recordes em muitos deles, levando os governos à retirada dos estímulos monetários e elevação da taxa de juros básica para tentar conter a alta dos preços”, destacou a Planner.
Esse movimento de alta dos juros beneficia um cenário de migração de investidores para mercados emergentes e ligados as commodities, como o Brasil.
Segundo a carteira da NuInvest, as commodities brasileiras seguem nos holofotes dos investidores diante de alguns fatores, como proteção contra inflação e liquidez suficiente para absorver o fluxo internacional.
“E o iminente conflito entre Rússia e Ucrânia tem feito com que o investimento em commodities – que antes era realizado – fosse distribuído, ao menos temporariamente, aos demais países como o Brasil”.
Dessa forma, empresas relacionadas a commodities estão entre as recomendações das carteiras de dividendos (parte do lucro de uma empresa que é repassado aos detentores de suas ações). Bancos e distribuidoras também aparecem na lista.
Carteira de dividendos
Para criar a carteira de dividendos deste mês, o CNN Brasil Business reuniu as recomendações de oito corretoras: Planner, Elite, Investmind, Ativa Investimentos, NuInvest, BTG Pactual, Órama e XP.
Vale destacar que o dividendo depende dos números da cada companhia e, portanto, está ligado a questões macroeconômicas, e também setoriais e individuais de cada empresa, com suas influências no desempenho corporativo. Podendo também ser pago de forma mensal, trimestral ou semestral.
Na contramão da carteira recomendada de dezembro e janeiro, em que a Taesa foi a empresa mais sugerida por bancos e corretoras, desta vez, três companhias dividiram o posto de ‘empresa mais indicada’: Vale, BB Seguridade e Engie.

