De tudo o que aparenta nada somos
à terra que suporta os nossos passos,
pois antes, disfarçados entre abraços,
fingimos, nem sentimos o que fomos!
à terra que suporta os nossos passos,
pois antes, disfarçados entre abraços,
fingimos, nem sentimos o que fomos!
Se outrora cães, agora os mesmos donos,
vivendo de inventar, criando espaços,
nos acotovelando em desamassos,
enquanto a boca engole os nossos pomos!
Se mais um dia passa, nem tentamos
realizar os sonhos que sonhamos,
julgando nós imenso o mar que temos…
E os nossos braços, invisíveis remos,
das Naus somos cansarão jamais,
agora mais difícil e não nos vemos…