O site EAD publicou em 17/7/2023 a matéria “Os fornecedores de gás levaram embora a riqueza da Europa: a vitória sobre a Rússia acabou sendo de Pirro”, que deixa bem claro os resultados contra a UE da batalha para substituir e e inviabilizar o gás russo, que transcrevo trechos do texto.
“Durante a crise energética, a Europa queimou US$ 1,12 trilhão em gás. Este montante é comparável aos custos de combustível da UE durante toda a década anterior. A vitória sobre o gás russo acabou sendo de Pirro. ‘Os consumidores europeus pagaram um preço alto pelo GNL no ano passado e a conta do gás importado está levando embora a riqueza da UE.’ Segundo a publicação Energy Flux, em dois anos e meio a Europa gastou US$ 1,12 trilhão em gás, e em meados da década o valor pode aumentar em mais US$ 600 bilhões, enquanto em toda a década anterior a UE pagou US$ 1,35 trilhão em combustível. O Energy Flux compara US$ 1,12 trilhão ao PIB da Arábia Saudita e quatro vezes a capitalização de mercado combinada das
gigantes globais de energia ExxonMobil, Chevron e Shell combinadas (US$ 260 bilhões).
‘Os custos do gás superam a quantia que a Europa investiu em energia verde ao longo de dois anos e meio (US$ 260 bilhões em 2021 e US$ 154 bilhões em 2022, segundo a IEA) e é mais do que o dobro do custo estimado de US$ 200 bilhões da reconstrução pós-guerra da Ucrânia. 411 bilhões’, relata o Energy Flux. A publicação continua: “Um trilhão de dólares em queima de gás levou o déficit comercial da UE a um recorde de menos 432 bilhões de euros em 2022”.
Os dados do Energy Flux são aproximados. A publicação utilizou os volumes de combustível consumido e os preços médios do gás nas bolsas europeias. No entanto, os números não estão longe da verdade. Por exemplo, o Eurostat estimou o custo das importações de gás em 2021 em 120 bilhões de euros (58 bilhões de euros no quarto trimestre), e a Agência Internacional de Energia (AIE) calculou que em 2022 a UE comprou gás do exterior por US$ 432 bilhões. Ao mesmo tempo, em 2020, a UE gastou apenas 35 bilhões de euros em combustível, segundo estatísticas europeias.
‘A conta de importação (gasoduto + GNL) é o elemento mais interessante, pois representa uma saída de riqueza das economias europeias para os países exportadores de gás, pelo que seria mais apropriado descrevê-la como um ‘custo’ para a Europa,’ relata o Energy Flux. A publicação observa que os custos recordes ocorreram no verão de 2022, quando as empresas europeias compraram gás armazenado a qualquer preço. ‘Reabastecer em meio a picos de preços estrangulou as indústrias de energia intensiva da Europa e reorientou o continente para um paradigma de economia de energia de alto custo e baixa demanda’
Os europeus comuns, ao mesmo tempo, não puderam vivenciar plenamente a crise energética, já que os governos europeus assumiram a maior parte dos custos. Desde setembro de 2021, a Europa destinou e reservou € 758 bilhões para proteção do consumidor, de acordo com o Bruegel Center.
Acima de tudo, a Alemanha – 265 bilhões de euros. Foi com dinheiro federal que importadores alemães compraram gás a preços recordes de US$ 3,5 mil por mil metros cúbicos em agosto de 2022. A lavagem de centenas de bilhões dos países da UE não passou despercebida para eles.
Em junho, a Comissão Europeia apresentou um programa financeiro plurianual (QFP) atualizado, adotado em 2020. Para o desenvolvimento da competitividade da economia europeia, que pode competir com os Estados Unidos e a China, propôs-se destinar apenas 10 mil milhões de euros.”
Este é o resultado do conflito no leste europeu entre Russia e Ucrânia, planejado e articulado pelos EUA desde 2014, com auxilio OTAN e os ‘inocentes uteis’ consumidores europeus, com a finalidade de excluir a Russia do concerto das nações e da geopolítica. Os incentivadores de guerras ao redor do planeta cometeram o grave erro de não perceber os efeitos colaterais do conflito no leste europeu.
Além da perda das vidas devidamente calculadas como se o conflito fosse durado pouco tempo, ou seja, subestimaram a Russia e o Putin. Não perceberam a interligação e relacionamento comercial com a Russia, tradicional fornecedora de gás para a Europa. Não perceberam os enormes prejuízos ao povo europeu e a sua consequente perda de padrão de vida. O povo europeu, induzido e manipulado por propaganda copiada de
Goebels para apoiar os lideres ditatoriais de seus países, até hoje ainda não tem ideia qual a finalidade do conflito, no final quem paga a conta das guerras é o povo dos países envolvidos.
Enquanto a UE entra em declínio por falta de fontes energéticas confiáveis e o desvio de recursos de seu povo que deveriam ser investidos em saúde, segurança, educação etc. A Russia que jamais se deixou escravizar pela Europa está ficando mais rica com a abertura de novos mercados, a preços melhores, para o seu gás. Já os EUA jamais conseguiu ou conseguirá suprir a Europa com a sua produção de gás. O governo americano, como diz o ditado popular, ‘deu uma unhada e escondeu a unha’.
O mundo inteiro continua, perplexo, a observar o conflito no leste europeu com duas perguntas na cabeça – quando terminará e quando os efeitos colaterais malignos atingirá os seus países. Enquanto tudo ocorre o povo americano está a salvo defendido por uma enorme barreira difícil de ser quebrada – o Oceano Atlântico – além das suas empresas estarem ganhando bilhões de dólares com o conflito e raciocinam – a Europa que se dane, queremos é ganhar o dinheiro dos europeus e estão ganhando.
“Não é necessário olhar com quem, mas por quem se vota. Sim, eu votei com a Esquerda, quando as legítimas reivindicações da classe pobre e o seu sofrimento foram desconhecidos. Sim, votei com a direita, quando se tratou de resistir aos exageros das falsas ideias populares.” Frederic Bastiat, 1801/1850. Em 1846, funda a primeira associação pró-livre iniciativa na França.