“A afirmação de que ‘tudo o que o político faz é obrigação”, orienta o povo a não avaliar o político que trabalhou bem e o que trabalhou mal, portanto, é uma forma de apoio à corrupção.” Quem não vota ou anula age de forma equivalente a quem vende.
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• Por que digo que a frase acima é corrupta ou, minimamente, fruto de desinformação. Porque representar o povo que o elegeu e trabalhar por ele é dever do político. Mas isso somente ocorre quando não há compra e venda de votos.
• Quando alguém compra o voto do eleitor, sente que não tem mais a obrigação de fazer nada por ele. Logo, tem interesse que seu trabalho não seja avaliado e, também, que o trabalho dos demais políticos também não seja reconhecido, principalmente o trabalho do político que entrega realizações no interesse do povo.
• Parece ser uma frase para justificar o desejo de quem quer comprar voto ou quer induzir ao erro de vender o voto, pois, nesse caso, o trabalho é facilitado quando não há avaliação do trabalho e todos parecem iguais. Não são. E você somente descobre isso avaliando o que cada um faz.
• Vocês que me acompanham nesta coluna sabem que há alguns anos escrevo sobre assuntos diversos nesta página. O objetivo é trazer para o eleitor, para vocês, fatores e fatos do mundo político que costumeiramente ficam escondidos, para que cada um possa tomar a melhor decisão na hora de escolher seu representante ou o gestor de sua cidade. Dentre os temas, destacam-se aqueles que tratam de opiniões e ações extremistas – que nada constroem, apenas matam a oportunidade de diálogo, de construir pontes.
• Relatei os recursos mal-empregados ou desviados, aqueles provenientes do pagamento da folha de pessoal da União que está a serviço do Amapá; discorri sobre a má gestão e corrupção de todos os gestores que o povo do Amapá elegeu até hoje; esclareci como se desenvolveu o meu trabalho parlamentar destinado a gerar emprego e para as construções dos hospitais de Amor (câncer), universitário e da Fazenda da Esperança (recuperação de dependentes químicos).
• Na construção dos textos ficaram evidenciadas ações no interesse e contra o interesse da sociedade e que todas elas nascem em ações praticadas pelos eleitos pelo voto popular. Desse modo, surge uma constatação inequívoca: seja para o bem ou para o mal da sociedade, as ações decorrem de decisão daqueles que a sociedade elege para representá-la.
• Nesse contexto, como compreender um fenômeno que se repete eleição após eleição, do povo comercializar seu instrumento de cidadania? Como compreender que aqueles que são vítimas da insuficiência de oferta de saúde, de educação, de oportunidade de trabalho e de segurança pública abdiquem de fazer a escolha de quem seja mais qualificado para o cargo, mais comprometido com a sociedade e que apresente a melhor plataforma de ações ou melhor programa de governo e comercialize seu voto, recebendo em contrapartida cargos, materiais e mesmo dinheiro?
• Buscando respostas, ouvi várias explicações. Mas, preponderou a seguinte: por não ter como saber como o candidato irá se comportar após eleito é melhor o eleitor assegurar uma vantagem pessoal antes da eleição.
• Nada mais absurdo. Mas, foi a resposta da maioria. Inclusive, alguns chegaram a reconhecer que passaram a depreciar as realizações dos eleitos para “nivelar” por baixo, ou seja, para dar a impressão que todos os políticos são iguais, a partir da afirmação de que “tudo o que o político faz é obrigação”. Essa a frase é útil para o eleitor que quer vender seu voto, porque constitui apenas a justificativa para a péssima decisão de não avaliar o trabalho desenvolvido pelos políticos.
• Além disso, há aqueles que criaram asco da política e anulam seu voto ou não vão votar. Na eleição para prefeito, cerca de 1/3 dos eleitores não votou. Eles podem definir a eleição, pois são os mais preparados e podem influenciar quem está no seu entorno, ou seja, familiares, amigos e conhecidos. Peço a esse grupo: faça a diferença e elejam os melhores representantes. Nosso povo agradece.
• E a decisão de não votar anular e de vender o voto causa as seguintes contradições: no Amapá, um dos Estados mais ricos, pela natureza, do Brasil, o qual, por sua vez, é um dos países mais ricos pela natureza, vive um dos povos mais pobres do mundo.
• No Amapá há elevada concentração de dinheiro nas mãos de uma minoria, tudo com o aval dado nas urnas pela nossa gente, seja por vende, anular ou não votar.
• A frase “seria cômico se não fosse trágico” aplica-se perfeitamente a essa constatação. Contudo, a esperança reside na compreensão de que é fundamental votar consciente e escolher os melhores avaliados, sejam antigos ou novos na política. A decisão é do sofrido povo do Amapá e do Brasil, pois, a escolha está em suas mãos, ou melhor, em seus dedos: digitar o número do que comprou seu voto ou do que pode melhorar seu futuro e de sua família. Em outubro de 2022 saberemos se tudo fica como está ou se a esperança renasce. Tudo depende do voto do eleitor.