O MP-AP é o segundo da Amazônia Legal a criar a força tarefa, compromisso assumido no Acordo de Resultados em Defesa da Amazônia, assinado pelo CNMP e Ministérios Públicos Estaduais da Amazônia Legal. A Força Tarefa, criada em 25 de agosto, é formada pelos promotores com atuação nós municípios do Amapá, que têm a missão de atuar junto a órgãos ambientais e de segurança para combater as queimadas, que se tornam mais intensas de agosto a novembro na Amazônia, e os desmatamentos.
O promotor de justiça do Meio Ambiente e coordenador do Centro de Apoio Operacional do Meio Ambiente (CAO/AMB), Marcelo Moreira, conduziu a reunião, na qual participaram os promotores de justiça de Santana, Fábia Regina Martins; de Porto Grande, Lindalva Jardina; de Tartarugalzinho, Rodrigo Celestino Menezes; Ferreira Gomes, Rodrigo César Assis; Laranjal do Jari, Samile Alcolumbre; e de Amapá, Manoel Edi Júnior. Técnicos do CAO/AMB, Mariana Zanatta, Viviane Amanajás, Valdici Fernandes e Fabiano Belém, também acompanharam a abertura dos trabalhos.
Durante a reunião, as promotoras representantes da Comissão de Meio Ambiente do CNMP, Vanessa Goulard e Tarcila Gomes, explanaram a respeito das experiências bem sucedidas em outros estados e ressaltaram a importância de parceria com o Ministério Público Federal (MPF), que é precursor em ações de monitoramento e combate às queimadas e desmatamentos no Brasil. A geógrafa do CAO/AMB, Viviane Amanajás, apresentou o Boletim de Monitoramento de Focos de Calor no Amapá, lançado recentemente, em que aponta os pontos alarmantes por município, que é um importante e atualizado instrumentos para os promotores montarem suas estratégias.
Foram criados dois Grupos de Trabalho (GT), formado por promotores das Comarcas, o primeiro trata das relações institucionais com órgãos ambientais do Estado, do Município e Federal, Exército Brasileiro, e demais instituições afinadas com o tema. O segundo GT tratará sobre investigações destes crimes ambientais, que terá o apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do MP-AP (GAECO/AP) e Laboratório de Tecnologia Contra Lavagem de Dinheiro (LAB-LD).

