Entretanto, desde que começaram a se organizar, buscando a força pela união, houve o cuidado em se estabelecer conselhos de jovens para cuida da sobrevivência, sustento, manutenções e defesas de território etc, etc; e por outro lado com responsabilidade, se cuidou que existisse sempre a moderação, tolerância e principalmente prudência, através de um Conselho de Anciões. Modelo este de organização socio-administrativa ainda mantida até nossos dias por Nações civilizadas, os ditos índios e tempinho atras até nosso Brasil, o preservava.
Pós regime falado como exceção, a sanha “libertária” tomou conta e a ânsia participativa atropelou a experiencia e junto a ela foi se a sabedoria.
Me recordo que em 1989, eleito diretamente o primeiro presidente pós generais, buscando descanso se mandou para as paradisíacas Seychelles e neste mesmo período fui premiado por ser entrevistado por uma das melhores profissionais da imprensa televisiva na ocasião, Marilia Gabriela, no programa Cara a Cara. Curiosamente, em tantas, uma pergunta marcou momento em minha participação, “o que eu achava do presidente eleito”? Nem tempo usei para responder dizendo que não a via com bons olhos, pois que a presidência não fora feita para meninos. E mais, acreditava mesmo que nem o via terminando seu mandato.
Não sou bruxo nem adivinhão ou mais sabido que ninguém, apenas observo muito os ensinamentos de antepassados e da história, tendo como temeridade alguns fatores não levados em conta pelos açodados constitucionalistas ao reduzirem idades a postulantes à presidência (cacique) e ao senado (conselho de anciões). Qualquer bom pai de família, que é a base do Estado, bem sabe que só o tempo é bom instrutor para uma prudente tolerância e ponderação regada com sabedoria.
Nos tornamos sim, uma Nação imponderável, sem medidas ou limites.
Vivemos hoje singular situação, onde os sulcos venenosos cravados a ferro e fogo na alma daquele que nos preside, lhe tem imposto comportamento de total parcialidade sem nenhum respeito a outros pensares. Quando contrariado não convence, compra ou persegue.
Para contê-lo, nada, a Casa que representa o Estado está bem contaminada, não só por interesses, como por comportamento inexperiente para seu melhor desempenho e exercício. Na outra, dos jovens guerreiros, resolve-se tudo remendando com tentadoras emendas.
Claro que em ambas, até em maioria, há exceções, embora se saiba que o prejuízo maior vem sempre com o silencio e omissão dos bons, seguindo então o país em sua solitária caminhada sem melhor bussola ou sextante.
Somos mais que 200 milhões, com 156 milhões de eleitores aptos a votarem e sequer metade deles votou para o comando maior e por outro lado número quase igual votou contra ele e o que agora se assiste é que o elegido de tão boas passagens, sem saber conviver com as que lhe foram tão ruins, um tanto rancoroso, não está mesmo sabendo conciliar a todos como seria de se esperar. Tornou-se uma constância imposições diretas de força ou claras ameaças.
Escudado em tribunal de maior parte por ele indicada no passado, nenhum receio tem de exageros autoritários. Uma pena… um primeiro mandato primoroso, um segundo bem aceitável, porém desrespeitoso ao país, na indicação de seu sucessor e agora em terceiro, um abusador de culturas, costumes, tradições e direitos daqueles que ideologicamente ou politicamente antagônicos não lhe são simpáticos.
Chego mesmo a acreditar, tendo em vista o fraquejar das reações, que esteja acontecendo uma semeadura de acovardamento generalizado por toda a sociedade por insegurança jurídica fazendo deixar de existir boa confiança em dias e futuros melhores. Nossa economia perde valores, segurança, e assume uma indesejada instabilidade. Nossas cidades, com suas praças, deixando de serem logradores públicos para se tornarem ativas moradias.
Nossa indústria, uma vez perdida a confiança de investidores tem sangrado e lutado contra a gigantesca presença fiscal do Estado.
O campo, sempre campo, nunca moderno agronegócio, assiste incrédulo a criações legais, não para o ajudar, mas confrontá-lo. Bois, vacas, sojas, algodões e outros campestres bens, despencam preços e valores abaixo numa broxante tendencia.
Nas riquezas minerais e naturais, por impactarem a economia global, por elas a guerra é total. Sem preparo e nem interesse em adquirir entendimento ou cultura sobre o assunto, tal senhor presidente vai se deixando levar por ambiciosas ciladas estrangeiras, tão ou mais velhas que ele próprio.
Trombetas e cornetas, tal cântico de sereias entoam cordéis ambientalistas como benfazejas políticas para delas se apossarem. E o homem, sem história ou cultura sobre o próprio país que preside vai na onda, convencido que é por pseudos e/ou venais entendedores da “ciência”.
O curioso é que ele mesmo diz a todos os momentos estar reprimindo a nacionais em defesa de nossas bonanças, florestas, clima e natureza, entretanto, ele próprio, sai em busca de “recursos ao fundo” com governanças forasteiras, a vender o que de mais sagrado tem uma Nação: O DIREITO E OBRIGAÇÃO A DECIDIR POR SUA GENTE, POR SEU TERRITÓRIO, SUAS MAIORES E MENORES RIQUEZAS.
Nem só milicos chamam a isso de SOBERANIA, todos nós também.
No rastro de seus tempos e contratempos, vai sendo criado um império de desordens, tristezas, comoções e desilusões. Nunca polícia foi tão acionada a propósitos como agora. Em tudo e a tudo, buscam amparo na força de repressões armadas e até ameaçadoramente jurídicas em tomadas e destruição de patrimônios consolidados. Violações de residências, comunicações e restrições a liberdades se tornaram rotineiras através de tribunais superiores. Casas em primeiras instâncias à aplicação da justiça, pasmas, assistem em silencio o naufrágio da estrutura legal da Nação.
Meu velho pai, Cel. Altino Machado, cauteloso dizia, “se muita polícia, sociedade doente”. Ele hoje não pode responder, mas deixo aos espíritos em aberto a pergunta: E SE O MAL ESTIVER EM ESCALÕES ONDE NÃO DEVERIA NEM PODERIA ESTAR?
Mas, como disse, pensando bem, e se o problema estiver na idade já passada e ainda dividir seus ouvidos e suas noites em cama com juventude ativista? Aí só Deus…o eleitor culpado único foi Santo Antônio.
BH/Macapá, 17/09/2023
Jose Altino Machado
P.S: Nem desrespeitoso nem invasivo à intimidade com juventude ativista na cama, experiencia, aos 81, convivo com uma há 26 anos-JAM