Nos anos em que passo, o melhor prêmio que poderia receber seria ajudar em alguma coisa que pudesse fazer vir maior conforto dos serviços públicos a nossa gente e mais sossego, para não assustar tanto nosso bolso, em fim de mês…
O interessante que nossa imprensa hoje fala mal de todo mundo, no Presidente então, até o capeta fica com inveja. Não se buscam mais opiniões, boas discussões, projetos e soluções; o que interessa é denegrir a imagem e o trabalho dos outros. Notícias de pandemias, corrupções e coisas ruins, tomaram toda a atenção da imprensa nacional; bandidos então, ocupam um bom espaço. Eles só perdem na grande imprensa, para os garimpeiros da Amazônia que democraticamente trabalham e como nacionais, buscam a fortuna tal aqueles que conquistaram o país também o fizeram. No entretanto, agora eles são os “bandidos” do momento, e isto tendo em permeio, na mesma região que eles, os maiores e mais ativos traficantes que esse país já teve. Nesses ninguém fala ou toca. Nunca trazem preocupações a quem deviam.
Temos com certeza os melhores técnicos do mundo em engenharia florestal, mas todo o palpite aparecido é de quem nem tem conhecimento, estudo ou diploma para falar sobre isso; a própria FAO americana que tanto estudou a Amazônia nas décadas de 60 e 70, por não compactuar com tais bobagens hoje ditas, como outras tantas, guarda silêncio.
Neste clamoso problema energético, o próprio governo não procura a realidade e esclarece a sociedade nacional o porquê disso. Por que não confessar que facções opinativas de interesses alheios aos nacionais, sem nenhum poder no país, seja administrativo, político ou econômico o induziu em direções diferentes daquelas que nossos técnicos e tantos administradores sinalizaram?
Claro que a grande tecnologia de eletricidade deste país, não só sabe o que deve ser feito ou o que deveria ter sido feito no passado, simplesmente calculando as necessidades energéticas que o país teria em tempos de momento e em tempos de futuro. E contamos aqui com os melhores técnicos para aproveitamento de recursos geradores hídricos que existem no mundo.
Não poderiam ter permitido nunca que a administração de uma senhora, política sem visão do todo, e nem cultura ao assunto, em nosso sistema ambiental trouxesse modificações técnicas em construção de gigantesca usina geradora que mesmo mantendo as previsões orçamentárias passou a gerar não mais que 1/18 avos de sua capacidade prevista; estou falando de Belo Monte. Isso parece uma cruel brincadeira, leviana aos cofres públicos, a economia nacional, as indústrias, ao conforto de nossos lares e custo de vida em geral de nosso país, uma vez que todos nós dela dependeríamos, ao exercício de qualquer atividade.
Por outra, no grande projeto para a hidroelétrica da Cachoeira de São Luís no Tapajós, praticamente pronto, já existindo empreiteiro presente, aval e suporte financeiro, lá nos aparece facção ambientalista que embora internacional, hoje contratante de brasileiros a frente, que ao produzirem uma mudança de ocupação patrimonial de vulneráveis, ao longo das margens daquele rio, no sentido de criar uma discussão em torno do procedimento de criação de áreas indígenas, o paralisou, levando tudo as brumas do esquecimento.
Elementos técnicos e do exército inclusive já procediam a demarcação da bacia de inundação. Não era e nunca fora área indígena.
Entretanto, para mais bagunçar, apareceu um procurador federal com imprudência juvenil e junto a tal organização privada, produzindo um grande show folclórico de danças e folguedos indígenas, e se colocando contra a realização da obra; e a obra parou. O país assistiu e aceitou inerte procedimento não muito responsável, ainda que com mescla jurídica. E quanto a eles todos, não mais se imaginando ameaçados pela intenção, por lá deixaram índios, malas e cuias.
Não só agora, em dezembro de 2017 publicado nas páginas da respeitável Folha de São Paulo artigo de minha autoria titulado “AMAZÔNIA, A GRANDE FARÇA”, contava e expunha a verdadeira face dessa grande irresponsabilidade de alguns em prejuízo de muitos e dos interesses nacionais. Não adiantou muito, embora nenhum contra-argumento aparecesse ao exposto. Aliás, alguns poucos surgiram em mensagem dos leitores, mas contra minha pessoa e não ao que escrevera.
Tem mais, Cotingo, vazão geradora aprisionada na área indígena Raposa-Serra do Sol pelo STF, leva Roraima com termoelétricas, a consumir 1.200.000 mil litros diários de óleo diesel. Energia mais cara do país.
Hoje, perante a crise hídrica e preço de energia, os meios de comunicação dizem e colocam como do governo a culpa, parecendo abuso o custo da dita. E técnicos que cuidam do setor também se sentem acusados pela população e culpados por tais valorações, embora para não participarem da discussão, nunca digam sequer, que as diferentes vazões fluviais entre os rios do Norte e os do Sul poderiam trazer equilíbrio a toda necessidade energética a nosso país.
Governo não, cidadãos, fomos todos derrotados.
Por tais insensatezes, que ainda admitimos em nossa nação, é com muita raiva que recebemos em nossos lares, alta e injusta conta a pagar. E todo mês…perdoo a mulher e filhos, o dissabor não é causado por eles; embora com esses lockdown muitas outras famílias tiveram problemas.
Conhecia há muito, e sempre mantive boas relações com o ex-presidente da República que saía, que ao ser perguntado o que achara da nova Constituição (1988), respondeu: “ACABAMOS DE CRIAR UM PAÍS INGOVERNÁVEL”.