A visão tradicional da mulher ainda é muito forte. Há uma cultura que precisa urgentemente ser desconstruída. Graças a Deus que hoje as coisas estão mudando, mesmo que devagar. O protagonismo delas se vê por todos os cantos. Ocorrem processos de mudança que atribui às mulheres papéis relevantes. Muito precisa ser feito ainda.
Na Pandemia aumentou o índice de feminicídio e campanhas estão sendo realizadas. Porém a sociedade precisa avançar. Diferente do passado as lutas das mulheres não se dá em polêmica contra o masculino.
É nessa perspectiva que precisamos olhar a Campanha Mundial de Conscientização para o Controle do Câncer de Mama. Na luta contra o câncer, precisamos reforçar o protagonismo de toda a sociedade; especialmente do empoderamento e da força feminina como inspiração para a prevenção, educação, promoção e valorização para a vida; a luta para quebrar paradigmas é um desafio. Sem o engajamento social de todos jamais haverá resistência. O SUS precisa ser fortalecido.
A força da mulher transcende os espaços físicos. Seja em casa ou nas praças, o fato é que a resiliência, a beleza, o amor e a ternura está em cada luta que a mulher enfrenta. Elas se destacam e sempre me chamaram a atenção quando na defesa da vida. As mulheres abraçam causas que definem a sua potencialidade. Elas se destacam em competência e qualidade.
Por que é importante falar da força da mulher e sua inspiração para todos? A luta contra o câncer de mama fragiliza o ser humano e é comum que diante das intempéries nos sintamos isolados. Há vulnerabilidades emocionais e existenciais. E o câncer não é o fim de tudo. É o início de uma passagem, tempestade. Necessário se faz desconstruir a tentação de querer transformar o doente num herói. Simplesmente somos frágeis seres humanos mergulhados numa existência na terra.
Embora tenhamos sidos educados para a liberdade e para a individualidade, durante toda a nossa existência, temos como referências nossas mães, avós e irmãs. Eu particularmente sempre tive como inspiração a força divina das mulheres. Diferente do mundo eu sempre escutei da minha mãe que sonhar é possível.
Vi tanta inspiração em mulheres, pobres, brancas, negras, letradas ou não que sustentaram as minhas fragilidades. No Outubro Rosa precisamos falar de câncer, porém, precisamos reverenciar o poder da mulher que diante de tantos monstros (o câncer é mais um). O que seria do mundo sem a força feminina que transcende todas as teorias humanas. Penso que Deus é feminino.