O primeiro escalão já nomeado do Prefeito Antônio Furlan, e ele próprio, detectaram, por exemplo, que as obras do Policlínica da Zona Norte, não cumpriam as mínimas exigências para iniciar seu funcionamento. Obra pública ou privada para ser inaugurada precisa se submeter a uma série de exigências legais pelos órgãos competentes, inclusive municipais, sem as quais não é possível o uso da obra. Ao tentar burlar a lei, o ex-gestor demonstrou uma irresponsabilidade com o munícipe e um apego a vaidade que turva a faixa de bom gestor que lhe era dada por seus adoradores.
A entrega das obras para uso público do complexo do Jandiá também padeceu do mesmo mal, inexistindo cumprimento de obrigatoriedades legais para que o logradouro pudesse ser usado de imediato pela coletividade. Essas irregularidades quando não há sacrifício da integridade física de pessoas passam desapercebidas, contudo, essas condutas irresponsáveis, poderiam fazer eclodir atos atentatórios à saúde das pessoas, desnecessariamente. Quantas vezes não observamos obras causarem acidentes por não obedecerem às determinações legais? A armadilha foi colocada e, felizmente, não sacrificou a integridade física de transeuntes que desconheciam os riscos a que estavam expostos.
Já se revelou, também, que os órgãos de controle “pegaram leve” com o ex-gestor, fazendo mais uma espécie de alerta para possíveis irregularidades do que propriamente o exercício escorreito de suas atribuições de vigilância, apurando os fatos como manda a lei. A verdade é que o ex-prefeito teve a singular habilidade de se relacionar bem com as instituições, atributo que o diferenciou de seus antecessores, criando uma espécie de couraça protetora com o seu benfazejo e elogiável networking.
Conclui-se, assim, em rápidos e superficiais exemplos, que a comemorada gestão de excelência do ex-gestor municipal não era bem assim como propalavam seus seguidores. Houve muita coisa jogada para debaixo do tapete que, se reveladas, poderiam macular a reputação do desempenho. Ademais, as promessas mais representativas de suas campanhas, desde o primeiro mandato, também ficaram no meio do caminho: hospital metropolitano, Shopping popular e asfalto de 15 centímetro de espessura continuam a ser utopias dos pobres munícipes macapaenses. Arre!
Vicente Cruz
Presidente do Conselho de Administração, advogado sênior e Estrategista Chefe do IDAM (Instituto de Direito e Advocacia da Amazônia)
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