Certa vez, assim está registrado nos Evangelhos cristãos, os doutores da Lei Judaica, querendo colocar Jesus em uma pegadinha ou armadilha de se contradizer com o Império Romano e as suas leis impostas a todo o mundo antigo conhecido, romanos ou escravos de Roma.
Mas, como o Cristo tinha a capacidade de ler mentes e corações, sempre de antemão, conhecendo os corações daquelas pessoas de seu tempo, já construía a resposta baseada em seu Propósito de haver encarnado em nosso mundo, tão cruel e injusto, mais até do que ainda é em nossos dias de contemporaneidade. O termo encarnação está nos Evangelhos Cristãos. “E o verbo se fez carne e habitou entre nós” (Jo. 1:14)
A encarnação representa a crença de que o Filho de Deus assumiu um corpo e natureza humanos e se tornou simultaneamente Homem e Deus e, segundo as instruções do anjo Gabriel à Virgem Maria de Nazaré, o seu nome foi Jesus, Yeshua em Aramaico e a palavra Yeshua Hamashia significa “Jesus Cristo, o Messias”.
Assim disseram ao mestre do amor Universal: “Mestre, é lícito pagar tributos a César? O Cristo respondeu com mais uma aula de verdadeiro Amor: dá-me uma moeda; prontamente alguém dentre eles lhe entregou um denário, moeda romana do Primeiro século; Jesus respondeu perguntando, Ele sabia que nosso cérebro se alimenta de perguntas e não de respostas: de quem é a imagem que aqui aparece? Como tolos, se achando sabichões, responderam céleres: de César. Jesus respondeu a eles com um elogio: dissestes bem, de César, então dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus.” (Mt 22, 21).
Estou interpretando essa passagem bíblica que tanto ensinamento nos trás até os dias de hoje; apesar de tantos avanços em todas as áreas do conhecimento humano, ainda vivemos uma Babilônia de hábitos, leis, ritos e atritos sociais entre o ter e o ser, entre o bem e o mal, entre o rico e o pobre.
As moedas atuais, que ainda circulam apesar do dinheiro estar mais virtual do que nunca, trazem dois lados, duas esfinges, cara e coroa, valor do numerário inscrito e o mesmo sentimento farisaico de desdenha e de confronto em pagar tributos, em distanciamento do dono do capital e do que o produz e, pra piorar a situação os processos religiosos de alguns grupos buscam o ter em detrimento do ser, valorizam o sucesso financeiro aquém ou acima dos valores humano – morais.
Vivemos num mundo distópico, onde as condições de vida são insustentáveis, num devaneio, num cenário imaginário opressor, autoritário, pessimista disfarçado de sociedade plural. A distopia é um conceito ensinado na filosofia que foi usado pela primeira vez em 1865 pelo filósofo John Stuart Mill para se referir a uma realidade oposta à utopia.
Algumas das características de um mundo distópico são: controle excessivo do Estado ou de outros meios extremos; falta de esperança; vigilância constante; desigualdade social; mudanças climáticas causadas pelo homem; regimes totalitários, como o fascismo, o comunismo, os países teocráticos; violência banalizada, como no feminicídio que acontece todos os dias no Brasil, por exemplo e no mundo também não é diferente e a vítima é acusada de ter provocado tal agressão.
Em obras de ficção, distopias costumam abordar governos autoritários, vigilância massiva, manipulação de informações, repressão de direitos humanos ou desastres ecológicos. Exemplos famosos incluem livros como 1984 de George Orwell e Admirável Mundo Novo de Aldous Huxley. Essas histórias servem frequentemente como críticas sociais, alertando sobre os perigos de certos sistemas políticos ou tendências culturais.
Após dois mil anos de ensinamentos cristãos, verdade seja dita, vivemos uma distopia instalada por Instituições que controlam as massas através das propagandas que, espalhadas em outdoors e campos de futebol associam o bem e o mal numa leitura hipnótica, induzida e bela, mas que destroem as bases de toda e qualquer sociedade saudável: família, religião, civismo, educação e trabalho.
O foco central são famílias e crianças, numa desconstrução social descarada e imposta com sabor de mel, com inofensivos símbolos de borboletas ou tons pastéis mas que nessa leitura inconsciente vão minando as bases de um povo, de um País.
As duas faces da moeda, direita, esquerda, crente ou ateu, contra ou a favor, usando a filosofia dual para ruir culturas inteiras, desde os primórdios até os dias de hoje, o homem é o lobo do próprio homem e com os mais variados disfarces vai plantando joio onde os servos da primeira hora e da última hora, que somos nós, vão sendo manipulados, comprados, vendidos, numa roda da vida em que cada pessoa perde valor e ganha preço, onde mansões e casebres ou pasmem, cavernas como casas, como na China moderna, nas feiras das noivas, nas cracolândias da vida e quem ousar modificar esse sistema será ferozmente punido.
Cara ou coroa, meu amigo leitor, minha amiga leitora? Com qual interpretação ficarás? Dos doutores da Lei ou do Mestre dos Mestres? Da sua resposta dependerá sua vida que, a meu ver é eterna. Somos centelhas divinas que uma vez criados pelo Eterno Pai, jamais veremos ocaso; todavia, dependendo das distopias as colheitas serão amargas e nos levará para um vale de lágrimas, lá haverá choro e ranger de dentes. (Mt 13:42)
AS DUAS FACES DA MOEDA

Professora, historiadora, coach practitioner em PNL, neuropsicopedagoga
clínica e institucional, especialista em gestão pública.