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A Gazeta do Amapá > Blog > Bem Estar > Novo medicamento aumenta sobrevida em câncer de pâncreas. Entenda
Bem Estar

Novo medicamento aumenta sobrevida em câncer de pâncreas. Entenda

Redação
Ultima atualização: 14 de abril de 2026 às 14:07
Por Redação 2 meses atrás
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Nemes Laszlo/Science Photo Library/Gettyimages
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Um medicamento experimental pode ajudar pacientes com câncer de pâncreas a viver mais tempo. Em um estudo clínico com pessoas que tinham a doença em estágio avançado, o fármaco elraglusib, combinado com quimioterapia, aumentou a sobrevida e reduziu o risco de morte em comparação ao tratamento padrão isolado.

Conteúdos
Resultados do estudo clínicoComo o medicamento atua no organismo

A pesquisa foi conduzida por cientistas da Universidade Northwestern, nos Estados Unidos, e publicada nesta terça-feira (14/4) na revista científica Nature Medicine. O câncer de pâncreas é um dos tumores mais difíceis de tratar e está entre as principais causas de morte por câncer.

Segundo os autores, os pacientes que receberam o novo medicamento junto com a quimioterapia tiveram quase o dobro de probabilidade de estar vivos após um ano de tratamento.

Resultados do estudo clínico

O ensaio clínico de fase 2 incluiu 233 pacientes com câncer pancreático metastático em 60 centros de seis países da América do Norte e da Europa. Os participantes foram divididos em dois grupos. Um recebeu apenas quimioterapia padrão, enquanto o outro recebeu quimioterapia combinada com elraglusib.

Os pacientes tratados com o novo medicamento viveram, em média, 10,1 meses após o início do tratamento. No grupo que recebeu apenas quimioterapia, a sobrevida média foi de 7,2 meses.

A diferença média de cerca de três meses pode parecer pequena, mas os pesquisadores ressaltam que parte dos participantes tinha tumores que evoluíam rapidamente e pouco respondiam a qualquer tipo de tratamento.

Entre os pacientes que responderam melhor ao medicamento, o benefício foi mais evidente. Cerca de 44% das pessoas que receberam elraglusib estavam vivas após um ano, enquanto no grupo tratado apenas com quimioterapia essa proporção foi de 22%.

Após dois anos, cerca de 13% dos pacientes que receberam o novo medicamento continuavam vivos, enquanto nenhum participante do grupo de controle atingiu esse tempo de sobrevida.

Como o medicamento atua no organismo

O elraglusib foi desenvolvido nos laboratórios da Universidade Northwestern e atua sobre uma proteína chamada GSK-3 beta, que participa do crescimento dos tumores e da forma como o sistema imunológico reage ao câncer.

Diferentemente da quimioterapia tradicional, que tenta destruir diretamente as células cancerígenas, o medicamento parece agir no chamado microambiente tumoral, o conjunto de células e tecidos que cercam o tumor.

Os pesquisadores observaram que pacientes tratados com o fármaco apresentaram maior presença de células de defesa dentro do tumor, o que sugere que o medicamento pode ajudar a reativar a resposta do sistema imunológico contra o câncer.

“Embora os resultados ainda precisem ser confirmados em estudos maiores, observar um benefício de sobrevida em um câncer tão difícil de tratar é encorajador”, afirma o oncologista Devalingam Mahalingam, principal autor do estudo, em comunicado.

Em relação aos efeitos colaterais, estes foram semelhantes aos já observados em tratamentos quimioterápicos, incluindo fadiga, redução na contagem de glóbulos brancos e alterações visuais temporárias.

Agora, os pesquisadores planejam estudos clínicos de fase 3 para confirmar os resultados e avaliar se o medicamento pode ser combinado com outras terapias contra o câncer.

Fonte: Metrópoles

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Redação 14 de abril de 2026 14 de abril de 2026
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