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Ranolfo Gato

Poucas e Boas

Ranolfo Gato
Ultima atualização: 19 de abril de 2026 às 05:28
Por Ranolfo Gato 4 meses atrás
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Ranolfo Gato: Jornalista, radialista, comentarista esportivo, apresentador, ex-vereador, bacharel em turismo. | Foto:Arquivo Pessoal.
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NOVO PRESIDENTE DA ALERJ
O deputado estadual Douglas Ruas do PL foi eleito, na última sexta-feira, presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, em meio a uma sessão com tentativas de obstrução. No plenário, dos 45 parlamentares presentes à votação, 44 foram a favor e uma abstenção. Os partidos de oposição PSD, MDB, Podemos, PR, PSB, Cidadania, PCdoB e PSOL ficaram de fora da sessão por discordarem da realização do pleito por voto aberto. A alegação era de que parlamentares poderiam sofrer pressões e retaliações políticas e, por isso, defendiam a votação secreta. Ao todo, 25 deputados estaduais não participaram da votação. A abstenção foi do deputado Jari Oliveira do PSB. Mesmo sendo da oposição, Oliveira participou da votação por meio remoto, mas apenas para votar em Dr Deodalto para 2º secretário da mesa diretora. Deodalto foi eleito com 45 votos. Em discurso após assumir a presidência da Alerj, Douglas, restringiu as suas críticas ao PSD e PDT por tentarem impedir a votação aberta, considerada por ele como mais democrática.

SEM RECURSOS
Desde que tomou posse, Donald Trump anunciou que mudaria a postura dos Estados Unidos em relação ao meio ambiente. Mais de um ano depois, o peso dessa mudança está chegando aos organismos internacionais. O último encontro dos cientistas do IPCC, em Bangkok, mostrou mais um desafio no enfrentamento às mudanças climáticas. Sem a participação dos Estados Unidos, a produção do painel científico ficará comprometida. O país contribuía com cerca de 30% do dinheiro destinado à produção científica. Além do rombo no orçamento, o governo Trump vetou também a participação de especialistas norte-americanos nas reuniões do IPCC. O painel reúne os principais especialistas em mudança do clima, apontando os riscos e desafios, além de propor ações de mitigação e adaptação. A decisão dos Estados Unidos é considerada mais grave do que a retirada do Acordo de Paris, pois sinaliza o esvaziamento das discussões sobre o futuro do planeta. Lembrando que o país é o segundo maior emissor global de gases de efeito estufa. Na pauta ambiental, o governo Trump acumula retrocessos. Em fevereiro deste ano, o presidente revogou as normas ambientais que limitavam as emissões de veículos, usinas de energia e indústrias. Na ocasião, anulou também a declaração de perigo, que comprovava que a poluição do ar prejudica a saúde pública e o meio ambiente.

ENCONTRO
Em Belém, aconteceu a terceira edição da Semana dos Povos Indígenas. O evento ofereceu oficinas, atrações culturais e serviços, como atendimento de saúde e emissão de documentos como carteira de identidade e título de eleitor. O colunista através da Coluna “Poucas & Boas”, mostra que o encontro é, além de tudo, um espaço de fortalecimento da cidadania. O Parque da Cidade, na capital paraense, sediou a terceira edição da Semana dos Povos Indígenas, que é maior encontro de comunidades tradicionais da Região Norte. O encontro reuniu mais de 600 lideranças indígenas de diversos territórios para debater sobre políticas públicas de gestão territorial e o fortalecimento de direitos garantidos sob o tema “Onde a Ancestralidade Vira Decisão”. O evento contou com representantes do governo do estado e de órgãos federais, como a Funai (Fundação Nacional dos Povos Indígenas) e o Ministério dos Povos Indígenas. A programação contou com encontros, oficinas, feirinhas, atrações culturais e serviços de atendimentos de graça, ofertados pelo governo do Pará.

MOBILIZAÇÕES
O mês de abril marca a Jornada Nacional de Lutas em Defesa da Reforma Agrária, do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, o MST. São realizadas atividades e ações simbólicas em todas as grandes regiões do Brasil em torno da memória de quem morreu lutando pela terra. Este ano de 2026, as mobilizações que aconteceram em 13 estados e no Distrito Federal, têm um marco especial: os 30 anos do Massacre de Eldorado do Carajás, no Pará. Uma longa marcha de Curionópolis até a Curva do S, durante quatro dias, homenageia os 21 trabalhadores rurais sem terra assassinados pela polícia militar do estado do Pará há 30 anos, no Massacre de Eldorado do Carajás. Um massacre covarde, que foi reconhecido pela Organização das Nações Unidas, e que simboliza o Dia Nacional da Reforma Agrária e também o Dia Internacional da Luta Camponesa.

LINHAS PROIBIDAS
Usar linhas cortantes em competições de pipa ainda é uma realidade comum no Brasil. A prática é proibida em vários estados, porque pode causar problemas na rede elétrica e até mortes. No Rio de Janeiro, as denúncias dobraram no ano passado. As pipas podem esconder um risco que por vezes termina em acidentes fatais: as linhas revestidas com materiais cortantes. Cerol e linha chilena são proibidos em alguns estados brasileiros. Rio de Janeiro e São Paulo são exemplos de onde o uso não é permitido. Os casos de acidentes são muitos, e os motociclistas são vítimas frequentes. No início do mês, Leandro de 45 anos, pilotava uma moto na zona norte do Rio quando foi atingido no pescoço por uma linha chilena. Ele chegou a ser levado para o hospital, mas não resistiu a uma parada cardíaca.

MUITAS HISTÓRIAS
O Cerol, é a substância formada por vidro moído e cola. Linha chilena é feita com quartzo moído, algodão e óxido de alumínio. No estado do Rio e São Paulo, é proibido por lei comercialização, uso, porte e posse dessas substâncias. A linha chilena é a que maior oferece risco, por ser quatro vezes mais cortante do que o cerol. Na semana passada, a polícia do Rio fechou uma fábrica clandestina de linha chilena na Zona Oeste da cidade. O material era fabricado num casebre improvisado com tapumes e telhas. As denúncias sobre o uso dos materiais cortantes em linhas têm aumentado no Rio de Janeiro. Em 2024, o Disque Denúncia registrou 561 casos no estado do Rio. Em 2025, as denúncias mais que dobraram ao chegar a mais de 1.203 ocorrências

ALERTA
No Dia Mundial da Hemofilia, a Federação Mundial da Hemofilia reforça, em uma grande campanha, a importância crucial do diagnóstico, classificado pela entidade como um primeiro passo essencial no tratamento e no cuidado de pacientes. A federação estima que mais de três quartos das pessoas com hemofilia no planeta não tenham sido diagnosticadas e que a lacuna possa ser ainda mais significativa no caso de outros distúrbios hemorrágicos. “Isso significa que centenas de milhares de pessoas em todo o mundo ainda não têm acesso a cuidados básicos”. O diagnóstico preciso é a porta de entrada para o tratamento de pessoas com distúrbios hemorrágicos. Nesta semana, convocamos a comunidade global a se unir na defesa de capacidades diagnósticas mais robustas em todos os lugares, porque sem diagnóstico não há tratamento e, sem tratamento, não há progresso.

FALTAM 9 MINISTROS
O ministro Alexandre de Moraes, do STF, votou nesta semana para condenar o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, por difamação contra a deputada Tábata Amaral. Moraes é o relator da ação penal que está em julgamento e entendeu que o filho do ex-presidente Bolsonaro deve ser condenado a um ano de prisão em regime aberto. O caso está sendo julgado pelo plenário virtual do Supremo. O processo foi movido contra Eduardo após uma postagem nas redes sociais. Em 2021, ele escreveu que o projeto de lei proposto pela parlamentar para garantir a distribuição gratuita de absorventes íntimos para a população teria o objetivo de atender interesses empresariais de “seu mentor-patrocinador Jorge Lemann”, acionista de uma companhia que fabrica produtos de higiene pessoal. Ao votar pela condenação, Moraes entendeu que ficou configurada a difamação contra a deputada. A votação eletrônica ficará aberta até o dia 28 de abril para votação dos 9 ministros.

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Ranolfo Gato 19 de abril de 2026 19 de abril de 2026
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