O Ministério Público do Estado do Amapá (MP-AP) deflagrou, na tarde desta quarta-feira (6), a operação “Perdidos no Tempo”, com foco na investigação de possíveis irregularidades cometidas por servidores públicos em Macapá.
A ação foi conduzida pela 1ª Promotoria de Justiça de Defesa do Patrimônio Público, da Probidade Administrativa e das Fundações (1ª Prodemap), com apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).
Foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão autorizados pela Justiça, dentro de uma investigação que tramita sob sigilo.
Conforme o Ministério Público, as medidas tiveram como alvo servidores específicos, suspeitos de utilizar cargos públicos para, em tese, a prática de ilícitos, e não instituições como um todo.
A operação ocorreu dentro dos parâmetros legais e respeitando os horários previstos na legislação processual penal.
O MP-AP destacou que a atuação do Gaeco é respaldada pela Constituição Federal e pela Lei Orgânica do Ministério Público, assegurando legitimidade para cumprimento de mandados em órgãos públicos.
Reconhecido nacionalmente por sua atuação firme no combate ao crime organizado e à corrupção, o Gaeco é considerado um grupo técnico, sério e de conduta ilibada, com histórico de investigações conduzidas com rigor, responsabilidade e respeito às garantias legais.
A atuação do grupo tem sido fundamental para fortalecer os mecanismos de controle e fiscalização da administração pública.
Durante o cumprimento das diligências, a Prefeitura de Macapá e a Câmara Municipal de Macapá colaboraram com as equipes, viabilizando o acesso às dependências e o andamento da operação sem intercorrências.
Um dos pontos mais sensíveis do caso envolve a possível divulgação antecipada de informações sigilosas. A decisão de antecipar as diligências foi motivada pela veiculação de conteúdo jornalístico na noite anterior (5), contendo detalhes da investigação.
O episódio levantou suspeitas de vazamento e já está sendo apurado internamente pelo Ministério Público.
A operação “Perdidos no Tempo” reforça o compromisso das instituições com a legalidade, a transparência e a proteção do patrimônio público.
O MP-AP informou que as investigações seguem em andamento e que novas medidas poderão ser adotadas conforme o avanço das apurações.
O caso deve ter novos desdobramentos nos próximos dias, à medida que as autoridades analisam o material apreendido e aprofundam as investigações, sempre com base no devido processo legal e no direito à ampla defesa.

