A Defesa Civil do Amapá emitiu um alerta para um período de estiagem considerado crítico no segundo semestre de 2026. A previsão aponta que a seca poderá ser mais intensa do que a registrada nos últimos anos, aumentando os riscos de incêndios florestais, queimadas e problemas relacionados ao abastecimento de água em diversas regiões do estado.
O cenário está associado aos efeitos do fenômeno El Niño, que, segundo projeções internacionais, deverá apresentar intensidade moderada a forte nos próximos meses. Na Amazônia, esse fenômeno costuma provocar redução das chuvas, temperaturas mais elevadas e prolongamento dos períodos secos.
Após meses marcados por fortes chuvas e inundações em municípios como Ferreira Gomes e Tartarugalzinho, a preocupação das autoridades passa a ser a possibilidade de uma estiagem prolongada. A redução do nível dos rios observada nas últimas semanas indica o fim gradual do período de cheias e o início de uma fase de monitoramento voltada para os impactos da seca.
A Defesa Civil mantém acompanhamento constante das condições climáticas e alerta que o agravamento da estiagem pode favorecer o aumento de focos de incêndio, comprometer recursos hídricos e afetar comunidades mais vulneráveis. O monitoramento das chuvas continuará até julho, especialmente em Macapá e Santana, cidades que ainda registram episódios de alagamentos causados por pancadas intensas.
Especialistas também alertam que os impactos do El Niño podem se estender para além das questões ambientais, influenciando a produção de alimentos, a disponibilidade de água e até setores estratégicos da economia. Diante desse cenário, órgãos de proteção e gestão de riscos reforçam a importância de ações preventivas e de preparação para minimizar os efeitos da estiagem prevista para o segundo semestre de 2026.

