Escuta ativa, gestão participativa e democracia. O Tribunal de Justiça do Amapá (TJAP) iniciou, nesta quinta-feira (3), o terceiro dia de coleta de dados da Pesquisa de Satisfação do Jurisdicionado 2026. Iniciada na última terça-feira (1º) na capital, a ação expande suas abordagens para os municípios do interior do estado. A iniciativa é coordenada pela Secretaria de Comunicação (Secom/TJAP), em cooperação com a Secretaria de Planejamento, Gestão Estratégica e Governança (Seplan/TJAP), com o suporte de diversas unidades do Judiciário amapaense.
A pesquisa é um instrumento de aferição da percepção da sociedade sobre os serviços prestados pelo Poder Judiciário estadual em todo o Amapá. O levantamento fundamenta ações diretas de aprimoramento da prestação jurisdicional e está vinculado às metas do Planejamento Estratégico 2022/2032 — em especial quanto ao Índice de Qualidade no Atendimento e à Avaliação Qualitativa da Comunicação —, além de figurar como indicador para o Prêmio CNJ de Qualidade.
A grande inovação da edição 2026 é um bloco específico voltado para a Identidade Institucional do TJAP, elaborado pelo servidor Job Morais, da Seplan/TJAP. O objetivo é captar a percepção do público interno e externo sobre a missão, visão de futuro e valores do órgão, subsidiando a revisão do Planejamento Estratégico para o período de 2027 a 2032.
Desta vez a meta é alcançar ao menos 90% de satisfação dos usuários. Na edição de 2025, o levantamento registrou a participação de 1.893 pessoas, com abrangência de cidadãos e cidadãs, operadores(as) do Direito em geral (da advocacia, Defensoria Pública, do Ministério Público) e profissionais da imprensa.
Presença nos 16 municípios
As equipes de entrevistadores atuam na sede do TJAP, em fóruns, juizados e locais de grande circulação nos 16 municípios amapaenses, com abordagens presenciais programadas para todas as quartas, quintas e sextas-feiras.
De passagem pela sede do TJAP, o radialista Costa Chaves ressaltou a relevância de colaborar com o levantamento:
“Foi com muita satisfação que participei desta pesquisa. Para mim, o Tribunal de Justiça do Amapá é instituição séria e comprometida em nos levar sempre informação de qualidade. Eu creio na Justiça e indico que, quem puder e tiver oportunidade, participe. Somos atendidos por uma equipe maravilhosa e, tenho certeza, cada contribuição é importante.”
A servidora da Corregedoria-Geral de Justiça, Elaine Lacerda, destacou os impactos da iniciativa na transparência e na proximidade com as comarcas do interior:
“A pesquisa é uma forma de tornar a Justiça mais transparente e eficiente, pois escuta as pessoas diretamente para saber o que cada um percebe e espera. Acredito que a maioria busca um serviço célere e de qualidade, especialmente no interior, onde historicamente se verifica um menor acesso. A percepção das pessoas sobre a Justiça com certeza melhorou, e isso é reflexo do que ouvimos de quem acessa o Judiciário cotidianamente.”
Para o estagiário de pedagogia da Coordenadoria da Infância e da Juventude (Ceij), Gabriel Cambraia, o espaço de escuta fortalece o diálogo entre a instituição e a sociedade:
“Eu já tinha participado dessa pesquisa no ano passado e acho muito importante, pois é um canal ativo pelo qual o cidadão pode apresentar suas percepções acerca do trabalho do Tribunal. Isso ajuda a avaliar e a melhorar os serviços que prestamos à população. É fundamental a participação de todos os públicos, interno e externo, para termos um conhecimento amplo do que as pessoas realmente pensam.”

