A 3ª Delegacia de Atendimento ao Turista (Deatur), do Aeroporto Internacional de Guarulhos, na Grande São Paulo, abriu inquérito policial a fim de investigar o esquema de aluguel de crianças para mendicância dentro dos terminais.
Por meio de nota, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) afirmou que a Polícia Civil vai apurar a denúncia feita pela reportagem “visando o esclarecimento dos fatos e a responsabilização dos autores”. A delegacia também oficiou o Conselho Tutelar para que o colegiado tome as medidas necessárias em relação às crianças usadas no esquema.
O Metrópoles revelou que um homem chamado Marcelo Benedito da Silva, de 46 anos, aluga crianças para arrecadar, por meio de pedidos de esmola dentro do aeroporto, até R$ 1 mil por dia.
Ele chefia um bando que usa crianças alugadas para dar mais credibilidade aos golpes aplicados em passageiros dentro do aeroporto. Na maioria dos casos, as mães de aluguel acompanham a ação durante as abordagens e recebem R$ 300 pela atuação.
Para conseguir dinheiro, os golpistas geralmente simulam que são pais de família passando por necessidades ou inventam a história de que perderam o voo e precisam de ajuda financeira para reagendar a viagem.
Marcelo, por exemplo, atua no Terminal 3, destinado a voos internacionais, espaço mais disputado pelos golpistas por causa da concentração de estrangeiros.
A presença das crianças alugadas durante as abordagens ajuda a sensibilizar as vítimas, que chegam a dar notas de dólar e euro. Desde junho do ano passado, Marcelo já foi visto e fotografado com ao menos 10 mulheres e 11 crianças “contratadas” para essa finalidade. A maioria delas mora na favela das Malvinas, que fica nos arredores do aeroporto.
O Conselho Tutelar de Guarulhos afirmou que “irá apurar a situação e encaminhar um ofício para a Polícia Civil solicitando providências e investigação por se tratar de um crime”.
Marcelo Benedito da Silva e a mulher dele, Débora Maris da Silva, que também atua dentro do aeroporto, não foram localizados pela reportagem para falar a respeito do esquema. O espaço segue aberto para manifestação.
Com informações do Metrópoles

