Até o momento, a situação mais delicada para o Executivo é garantir a fidelidade do União Brasil, rachado após as negociações de três postos no primeiro escalão. Segundo o novo líder, em um momento inicial, o governo Lula espera “no mínimo” 60% dos votos da legenda em ambas as Casas.
Após ser preterido para compor a equipe ministerial, o líder do partido na Câmara, Elmar Nascimento (União-BA), avisou que a sigla seria independente. Randolfe Rodrigues, contudo, espera encontrar uma realidade distinta.
No domingo, foram empossados três nomes indicados pela legenda: Juscelino Filho (Comunicações), Daniela do Waguinho (Turismo) e Waldez Góes (Integração Nacional). O último deles ainda precisa se filiar à sigla e tem como missão acalmar o partido na Câmara.
“Nós estamos tratando a relação com o partido. Houve um diálogo institucional, liderado pelo senador Davi Alcolumbre (União-AP). Não é aceitável um partido ter três ministérios dos mais importantes da Esplanada (e não votar com o governo), tendo (a escolha do) Ministério das Comunicações criado constrangimentos com a nossa base social. Ter também um ministério do Desenvolvimento Regional (que virou Integração Nacional). Então, não é aceitável um partido ter uma presença dessa na Esplanada e se arvorar como independente” argumentou Randolfe.
“Não há razão (para Lira retaliar). A base de apoio do presidente Lula votará em sua ampla maioria no presidente Arthur Lira. Então, eu não vejo razão pra isso. Eu separaria isso para ser um problema do União Brasil mais propriamente do que ser um problema institucional com o presidente da Câmara. Há um compromisso com o União Brasil. Eu não posso cobrar nada do presidente Arthur Lira. Mas acho que os líderes de governo têm a obrigação de cobrar dos partidos que integrar a base de governo”, disse.
O novo líder do governo no Congresso destacou que na terça-feira terá uma conversa com os líderes de governo da Câmara e do Senado, José Guimarães (PT-CE) e Jaques Wagner (PT-BA), além do novo ministro de Relações Institucionais, Alexandre Padilha (PT-SP). Definirão, na ocasião, a atribuição de cada um. A primeira missão será monitorar a tramitação das três primeiras Medidas Provisórias editadas pelo governo, que tratam da desoneração de combustíveis, a reorganização administrativa e a modulação de programas sociais.
Com informações de O Globo

