Sucede que, na prática, Paulo Guedes joga um futebolzinho que mal dá para ser titular em um treino. É o jogador que só está no time porque compõe a panelinha do presidente do clube. Não tem nada que o faça merecer destaque na pasta que dirige. Até agora só se viu arrogância, prepotência e maus resultados. Seu desempenho é pífio e, caso não compusesse a panelinha do presidente, estaria merecidamente no olho da rua. Paulo Guedes não admite ser contraditado e seus assessores não são ouvidos. É aquele chefe que arrasa na reunião, mas não traz nenhuma solução prática para os problemas. Sua condução na economia irrita até aqueles mais complacentes e éticos com desempenhos pífios, como é o caso de Henrique Meirelles, ex-ministro da economia, que já operou em cenários bem mais sombrios.
A boçalidade de Paulo Guedes se assemelha ao valentão da periferia que na hora do fight não aguenta o primeiro sopapo. Todas as suas promessas de campanha para colocar a economia nos trilhos não se concretizaram. O pior, é que seus assessores, em recente debandada do Ministério, disseram que a economia do país vive de improvisos e de irresponsabilidade fiscal. Paulo Guedes já provocou frenéticos movimentos no mercado financeiro capaz que tornar o país a temível Venezuela. Não há um projeto para o país em sua gaveta e nenhuma orientação que caminhe nesse sentido. A crueldade se desenha quando o presidente, zerado em economia e responsabilidade fiscal, dito por ele próprio, deixa tudo na mão do boçal da república.
Paulo Guedes, com sua boçalidade sem virtude, vai afundando o país com seus improvisos estratégicos. Seria a hora de o presidente tomar um chá de humildade e recorrer à mentes bem mais profícuas, capazes de amenizar a tragédia perpetrada pelo seu queridinho da economia. O valentão da economia é um atraso para o país e um bocão que não traz “bicho” para o elenco. Como disse o ponderado e técnico Henrique Meirelles: “a situação não é fácil. Mas há como resolver os problemas e voltar a crescer e gerar empregos. Precisamos de diálogo, austeridade fiscal, e aprovar as reformas administrativa e tributária e principalmente respeitar o teto de gastos para controlar a inflação.” Respeito e diálogo são virtudes que o boçal da república repugna. Para ele tudo se resolve no grito e na arrogância. Pobre dos brasileiros!