Com uma estrutura compacta e sucinta, de uma rara sutileza de pensamento, a escrita de Teia Alves expressa em si o grande amor que ela tem por sua arte, que a leva pôr em suas páginas toda a verdade existente em sua alma, a revelar, assim, toda a sua imensa capacidade de perceber sensações, e que sussurra, que se insinua generosamente ao silêncio que a precede.
Essa sensibilidade peculiar em Teia Alves é o que a distingue dos outros artistas comuns da arte de escrever, e de forma verossímil, ela é submetida a uma nudez plena em suas palavras, que a revela, assim, como uma artista autêntica e liberta das frustrações do mundo, apesar de suas frustrações, mas que por meio da arte literária, pode erguer beleza em meio a tudo isso.
As palavras de Teia Alves têm uma notável riqueza de informações e ideia que se destaca como o que há de mais original em sua arte, e que faz da sensibilidade de suas letras, algo palpável e transcendente, em uma requintada análise que nos faz perceber o quanto ela domina o todo de sua literatura, obra de uma grande artista, pois há em sua escrita uma necessidade de existir a qual é a característica maior do autêntico e de toda arte realizada.
Dizem que o artista se mostra e se desnuda por meio de sua arte, não é difícil de dar um passeio com Teia Alves dentro de suas palavras. Ela tem um estilo peculiar, conciso, e o modo como se coloca em relação ao que se observa e escreve é sempre surpreendente. Ela é uma artista da literatura que assina por si só.
Não é difícil de saber e entender que Teia Alves, em sua literatura, nos traz um despertar de consciência por meio do conhecimento consciente de suas palavras, essa consciência é o poder oculto que existe no momento presente, no agora, no instante em que temos nas mãos suas palavras e as lemos, acrescentando-nos novas informações e saberes sem tentar convencer-nos de alguma coisa, mas sim produzir um puro desperta como um salto para uma nova realidade.
Nas obras de Teia Alves, tanto em seus poemas quanto em seus contos, se formos capazes de estar plenamente presentes, e se não resistirmos ao que realmente são, entendendo assim, o amplo significado de suas palavras, sem dúvida, estaremos indo em direção a uma experiência transformadora e perenal, nos levando a uma verdadeira comunhão entre nós e o saber, entre a consciência e o despertar.
Em sua mais recente obra, “DOS CONTOS QUE EU CONTO”, Teia Alves nos presenteia com alguns belíssimos contos, nos mostrando toda a sua versatilidade literária. Uma obra que nos mostra, já de cara, para que veio, trazendo-nos histórias fortes, divertidas e marcantes, bem trabalhadas pela autora, revelando uma inteira sensibilidade artística literária, a qual nos traz temáticas variadas espalhadas em cada conto. Teia Alves nos faz mergulhar em uma literatura prazerosa, suave e densa, por meio de uma linguagem simples e atual. Características de quem realmente sabe o que faz.
Em sua obra “DOS CONTOS QUE EU CONTO”, Teia Alves nos remete a um saudosismo prazeroso de uma época na qual as histórias contadas eram magias diárias, que nos levavam a um perfeito mundo imaginário, nos trazendo o desejo de querer estar em cada uma dessas histórias como personagem principal ou até mesmo secundária. Nessa obra significante e bem escrita, A mentira, além de ter pernas curtas, usa bermuda e voa como A mosca que pede: Apaga essa luz, por favor! Pois tem um segredo e diz: Depois eu conto, dizendo que foi só uma Brincadeirinha, encarando o fim de um ciclo.
Dos Contos que eu Conto foi uma maneira divertida que Teia encontrou para contar histórias que divertem e que ensinam. Os contos: A mentira usa bermuda e Foi só uma brincadeirinha, foram, inclusive, algumas de suas verdades inventadas que convidam gente de todo tamanho a falar a verdade o máximo que puderem. E assim, prometer a ela a não achar que é mentira o que ela escreve. Prometer a ela também inventar histórias como ela e como qualquer outro escritor que escreve histórias porque deseja falar das suas verdades imaginárias.