A pandemia, que obrigou as pessoas a ficarem mais introspectivas e mais ainda empáticas, fez uma revolução. Temos visto nas redes sociais e nas ruas, as pessoas demonstrando a verdadeira natureza humana. Casos de benevolência com outras pessoas e até com famílias inteiras, de bondade com animais e com o meio ambiente como um todo. Aos poucos a população percebe que a natureza “dá o troco”, querendo ou não. A Organização das Nações Unidas (ONU), num esforço coletivo, apresentou ao mundo já há algum tempo, os 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, conhecidos como 17 ODS e todos estão super interligados.
A nossa vida não se resume ao ser humano em si, mas sim em todas as interações que participamos em todos os lugares. A Sociologia Ambiental é um ramo da sociologia que se dedica ao estudo sociológico da vida social e das interações ambientais. Neste período do natal as pessoas buscam entender sua existência e principalmente o que refizeram e mais do que isso, qual resultado concreto produziram em um ano de suas vidas. Para quantas pessoas eu, você ou nós fizemos a diferença.
Para que ser um preservacionista, conservacionista ou desenvolvimentista? O que é ser um preservacionista, conservacionista ou desenvolvimentista? É necessário ser um preservacionista, conservacionista ou desenvolvimentista? Na verdade, não podemos ser ou ter nenhum dos extremos. Há um ditado popular que diz: “uma barriga no vermelho não salva o verde”. Isso significa que um homem, uma família ou um coletivo social precisa inevitavelmente está bem e está são para poder ficar com consciência própria e saudável para mantar uma harmonia ambiental.
Um coletivo social pode ir de um pólo pacífico para o extremo de conturbação sócio ambiental em questão de pouco tempo. Para isso basta o senso comum social ser afetado. Pense num momento da vida quando por exemplo como eu ouvi de um pai de família em Tartarugalzinho dizer: “hoje eu não tinha dinheiro nem para comprar o pão do dia”. Pense quando eu ouvi de outro pai dizer: “eu não sei o que vou fazer para levar comida para casa”.
A humanidade está vivendo um período histórico que deverá decidir qual o modo de sobrevivência vai querer. O homem com suas atitudes inadequadas, lança a todo o momento resíduos no meio ambiente, desmatam para construir de forma predatória, retiram produtos proveniente dela e colocam várias espécies de animais em extinção. O ser humano é o grande causador dos impactos ambientais pois, muitos buscam um conforto e uma melhor qualidade de vida, fazendo com que a natureza seja prejudicada. Diversos são os fatores que contribuem para a destruição da natureza, como o uso desenfreado de poluentes, o descarte das embalagens e restos de produtos de modo inapropriado, o desperdício de recursos naturais como a água potável que é renovável e que recentemente esteve em escassez e também o desflorestamento para a construção de moradias em locais que não podem ser construídas. Se todas as pessoas tomassem a consciência de que simples ações podem salvar a natureza e por consequência suas vidas, como não jogar lixos nas ruas e em rios, usar água somente o suficiente, reaproveitar materiais que já foram usados, para confeccionar objetos que podem servir de decoração, esses procedimentos ajudariam e muito a diminuir seus próprios problemas. [email protected]
Marcelo Creão
Ex-secretário de Estado na SEMA-AP, mestre em Biologia Tropical e Recursos Naturais, professor de Gestão Ambiental na FAMA.
“A volta do Anzol”: ODS
