“Para viver em estado de poesia
Me entranharia nestes sertões de você”.
Ela, a linguagem poética, transpassa minhas células como uma espiral rumo ao infinito do Universo. Liga coração, mente e alma em notas de singular sinfonia.
Às vezes, pela preponderante necessidade de mundos desbravar, lanço-me em travessias em espaços de agonias: política, economia, guerra e outras estrepolias… É loucura, sertão árido – mundo ambíguo e devastado por inclemente ressaca ou seca de flagelos em que não sobram sequer chinelos – lugares sem poesia.
Trago de lá o carvão para fazer o fogo de chão em noites de lua minguante e atear fogueiras para derreter o gelo dos corações dos corações embrutecidos e dos perdidos nas linhas convexas de egos imersos na dor da Ignorância e do Amor desconhecido, desconectado ou nunca sentido.
Poesia é música livre a eclodir em palavras. São as artes visuais em movimentos e requebros, andando por entre as gentes, misturando-se a cenários de olhares tantos com emoções renascidas em revoadas de cantos reverberando ausências, abraçando presenças, embalsamando dores ou celebrando amores – as madalenas e os josés, as margaridas e os ernestos, as coras e as coralinas, as rimas e os versos…