O advogado criminalista Cícero Bordalo Júnior foi homenageado com o Troféu Ernando Uchôa, em reconhecimento à sua trajetória e ao destaque alcançado ao longo de quase quatro décadas de atuação profissional.
A homenagem celebra os 40 anos de exercício da advocacia e uma carreira marcada pela atuação em casos de grande repercussão no Tribunal do Júri e em operações de alta complexidade.
Durante a solenidade, foi destacada também a participação de Bordalo Júnior na criação e consolidação da Associação Brasileira dos Advogados Criminalistas (Abracrim) no Amapá. Em abril de 2016, em Curitiba, ele tomou posse como primeiro presidente estadual da entidade no Amapá, após ser convidado pelo então dirigente nacional Elias Mattar Assad, em conjunto com Oswaldo Serrão.
Ao relembrar a trajetória profissional, Cícero Bordalo Júnior destacou a influência do pai, o advogado Cícero Bordalo, especialmente na defesa de presos políticos durante o período da ditadura militar.
Segundo ele, o pai atuou nas décadas de 1960 e 1970 no Supremo Tribunal Federal (STF), realizando sustentações orais e defendendo pessoas presas por questões relacionadas a suas ideologias políticas. A atuação teria provocado perseguições e ameaças contra a família, levando-os a deixar temporariamente o então Território Federal do Amapá e morar em Brasília.
A história familiar também se conecta à trajetória de Cícero Bordalo Júnior no Tribunal do Júri. Ele contou que teve o primeiro contato com a atividade ainda no segundo ano da Faculdade de Direito, quando participou como estagiário acadêmico de um julgamento na cidade de Acará, no interior do Pará, com autorização da então juíza do Tribunal do Júri, desembargadora Marisa Isabel Benoni.
Ao longo da carreira, o advogado também passou a atuar em tribunais de diferentes regiões do país, incluindo o STF e o Superior Tribunal de Justiça (STJ), onde estreou no ano 2000, além de participar de operações da Polícia Federal consideradas de grande complexidade.
A homenagem também reforça a tradição familiar na advocacia criminal. Cícero Bordalo Júnior integra uma linhagem que inclui o pai, Cícero Bordalo, e o filho, Cícero Bordalo Neto, que também vem construindo trajetória na advocacia criminal do Amapá.
Emocionado durante a homenagem, Cícero Bordalo Júnior destacou o orgulho pela trajetória construída e pela influência do pai, ressaltando que sua carreira foi marcada pela defesa da liberdade e pela atuação profissional em diferentes tribunais do país.

