O Amapá entrou em nível de alerta para novos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), segundo boletim divulgado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). O avanço da doença está relacionado principalmente à maior circulação dos vírus influenza A e do vírus sincicial respiratório (VSR), responsáveis por aumentar os atendimentos e internações em diversas regiões do país.
Além do Amapá, o alerta também foi emitido para os estados do Acre, Alagoas, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Minas Gerais, Pará, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Santa Catarina e o Distrito Federal.
Os dados fazem parte da Semana Epidemiológica 17, correspondente ao período entre os dias 26 de abril e 2 de maio. De acordo com a Fiocruz, o aumento dos casos já era esperado para esta época do ano, quando os vírus respiratórios costumam atingir o pico sazonal, especialmente durante o mês de maio.
O boletim aponta ainda que, em 2026, a circulação da influenza A começou mais cedo nas regiões Norte e Nordeste, provocando um crescimento antecipado das notificações. Em alguns estados dessas regiões, já há sinais de redução nos casos confirmados, mas os níveis continuam considerados elevados.
As crianças menores de dois anos seguem sendo o grupo mais afetado pelos quadros de SRAG, exigindo maior atenção das famílias e dos serviços de saúde. Especialistas alertam que os sintomas podem evoluir rapidamente e provocar complicações respiratórias graves.
Entre as principais medidas de prevenção recomendadas estão a vacinação contra gripe e pneumococo, disponível para crianças a partir dos seis meses nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs), além da manutenção de hábitos saudáveis.
A Fiocruz também reforça a importância da alimentação equilibrada, com redução do consumo de açúcar e alimentos ultraprocessados, priorizando frutas, verduras e fibras. A higienização frequente das vias aéreas, por meio de lavagem nasal e aerossol, também ajuda na prevenção das doenças respiratórias.
Outras orientações incluem evitar contato com pessoas gripadas, não levar crianças doentes à escola e manter acompanhamento pediátrico regular, especialmente nos primeiros anos de vida.

