Mandados foram cumpridos em Oiapoque durante a Operação Fora de Jogo, que investiga grupo suspeito de importar entorpecentes do Suriname para abastecer a Região Norte
A Polícia Federal deflagrou na manhã desta segunda-feira (8) a Operação Fora de Jogo, uma ação voltada ao combate ao tráfico internacional de drogas na região de fronteira do Amapá.
A ofensiva teve como principal alvo uma organização criminosa investigada por atuar na importação, distribuição e comercialização de entorpecentes oriundos do Suriname.
Os mandados foram cumpridos no município de Oiapoque, cidade localizada na fronteira entre o Brasil e a Guiana Francesa e considerada uma das principais portas de entrada para atividades criminosas transnacionais na região amazônica.
Durante a operação, agentes federais executaram três mandados de busca e apreensão e um mandado de prisão preventiva, todos autorizados pela Justiça com base em elementos reunidos ao longo das investigações.
Segundo a Polícia Federal, as apurações apontam que o grupo criminoso utilizava rotas da região Norte para introduzir drogas no território brasileiro, aproveitando a extensa faixa de fronteira amazônica para facilitar o transporte e a distribuição dos entorpecentes.
O Suriname, país vizinho da Amazônia brasileira, tem sido identificado por órgãos de segurança como uma das rotas utilizadas por organizações criminosas envolvidas no tráfico internacional.
As diligências realizadas nesta segunda-feira buscam reunir novas provas, identificar outros integrantes da organização e aprofundar o rastreamento da estrutura logística utilizada pelo grupo.
Equipamentos eletrônicos, documentos e outros materiais apreendidos deverão passar por perícia e análise dos investigadores.
A Operação Fora de Jogo integra as ações permanentes da Polícia Federal de combate ao crime organizado e ao tráfico internacional de drogas na região de fronteira, considerada estratégica para a segurança pública nacional devido à intensa circulação de pessoas e mercadorias entre países vizinhos.
As investigações continuam e a Polícia Federal não descarta novas fases da operação, caso surjam elementos que indiquem a participação de outros envolvidos no esquema criminoso.

