A Polícia Civil do Amapá prendeu, nesta quinta-feira (16), o principal suspeito de assassinar Camila Cardoso dos Santos, de 37 anos, crime ocorrido no dia 22 de março, na Ilha de Santana. O caso, que chocou a população pela violência empregada, teve como motivação, segundo as investigações, uma combinação de vingança e disputa territorial relacionada ao tráfico de drogas.
De acordo com o delegado Anderson Ramos, responsável pelo caso, Camila foi perseguida e violentamente agredida por cerca de 13 minutos, sem qualquer chance de defesa. As agressões foram registradas por câmeras de segurança e posteriormente confirmadas por laudos periciais.
“A vítima foi submetida a uma sequência contínua de agressões, permanecendo consciente durante grande parte do ataque. Trata-se de um crime extremamente violento, praticado por motivo torpe e com emprego de meio cruel”, destacou o delegado.
Ainda conforme a investigação, Camila teria sido alvo do agressor por ser irmã de um homem apontado como rival dentro de uma organização criminosa. Além disso, ela teria sido equivocadamente acusada de colaborar com autoridades policiais, o que não foi confirmado. Outro fator apontado foi a suspeita de que a vítima teria exposto a localização de um dos investigados, o que teria intensificado a motivação do crime.
O homem foi indiciado por homicídio qualificado — por motivo torpe e meio cruel — além de participação em organização criminosa. Após a prisão, ele deve permanecer à disposição da Justiça.
Um segundo suspeito de envolvimento no crime morreu no mesmo dia, durante uma operação da Polícia Militar. Segundo informações, ele reagiu à abordagem policial e houve troca de tiros.
Relembre o Caso
Segundo a Polícia Militar, Camila e uma amiga retornavam de Santana por volta das 3h15 da madrugada quando foram abordadas pelo agressor. Ele teria questionado se a vítima era irmã de um homem conhecido pelo apelido de “Tutu”. Após uma breve discussão, o suspeito iniciou o ataque.
As duas tentaram fugir, mas Camila foi alcançada e passou a ser agredida com uma faca. Durante a ação, a arma branca quebrou, e o agressor continuou o ataque utilizando um pedaço de madeira. A vítima foi atingida diversas vezes, principalmente na região do rosto.
O caso segue sob investigação da Polícia Civil, que busca esclarecer todos os detalhes do crime e identificar possíveis outros envolvidos.

