- Eu tenho vergonha do meu corpo, não tenho coragem nem de namorar mais.
Rio: - E você acha que eu vou deixar uma mulher jovem e bonita como você, sem namorar?
Ela me olha séria e ainda um pouco constrangida com seu desabafo.
Eu reforço: - É claro que não!
Ela limpa os olhos discretamente, tentando esconder o choro.
Eu respiro fundo e a consolo: - Ana Clara, as células-tronco vão deixar você novinha em folha, sua pele vai ficar firme outra vez.
Ela suspira com o olhar triste: - Vai mesmo, Doutor Tércio?
Eu falo de forma animada, pois sei do que estou falando: - Vai!
Ela contra-argumenta: - Mas eu perdi quase quarenta quilos, olha como eu fiquei.
Ela aperta a região do tchauzinho em seu braço, visivelmente incomodada. - Ana, quando eu fui curado do câncer, estava verde, sem vida, flácido, ranzinza e olha como eu estou agora!
Ela finalmente sorri: - É…
- Tem que confiar! Você não tomou essa decisão à toa, lembra?
Ela sorri e respira fundo.
Eu dou o ponto de partida: - Vamos começar?
Ela assente.
Eu começo a aplicar o anestésico em toda a pele do corpo da minha paciente para depois de alguns minutos, começar a aplicar as células-tronco de forma local, além do tratamento endovenoso que ela já fez. Chamo essa técnica de técnica de sanduiche, que consiste em tratar o paciente de forma generalizada com a aplicação de células-tronco no sangue e de forma local, por fora, onde ele precisa de um resultado imediato.
No caso da Ana Clara, ela está com uma flacidez generalizada, porque apesar de ainda ser jovem, ela passou por uma cirurgia bariátrica e perdeu muito peso de forma rápida, mas é possível reverter essa flacidez.
“É isso que ela vai ver hoje e nas próximas semanas e meses!”
A flacidez nada mais é do que a falta de fibras de sustentação da pele, o colágeno e a elastina. Há dois tipos de flacidez: a muscular e a dérmica. A muscular é profunda e mais difícil de ser tratada, pois ocorre devido ao desgaste das fibras de sustentação dos músculos. Já a dérmica é uma mera desorganização dessas fibras.
A principal causa da flacidez é o envelhecimento da pele, pois com o passar dos anos, produzimos menos colágeno e elastina, as proteínas que dão o turgor e rigidez ao tecido. Cigarro e álcool também são responsáveis pela má qualidade do nosso tecido, bem como a alta exposição ao sol. Problemas hormonais, obesidade e gravidez também favorecem o aparecimento de estruturas flácidas, principalmente em alterações de peso intensas em curto espaço de tempo.
Existem vários tratamentos estéticos para a flacidez, mas nenhum tão efetivo e duradouro como as células-tronco e ainda advindo de material biológico, ou seja, sem qualquer possibilidade de contraindicação e efeitos colaterais indesejados.
Para prevenir a flacidez, antes e depois do tratamento o ideal é: hidratação, alimentos ricos em proteínas e exercícios físicos, além de suplementos vitamínicos e cosméticos indicados à base de silício ou colágeno diariamente.
Em termos de autoestima, a qualidade e consequente aparência da nossa pele faz toda a diferença, não é só a estética em si. Biologicamente falando, a pele é um sinal de saúde. Quanto mais bonita ela está, mas saudáveis estamos e vice-versa, é como um termômetro de como estamos por dentro.
Eu, quando me curei do câncer fiquei um trapo humano e uma das consequências foi uma pele que ficava entre verde e cinza.
“Horrível!”
Por um lado foi bom, pois quando eu me apaixonei de novo pela minha segunda esposa e me senti vivo outra vez, depois de tantos anos, automaticamente quis resolver o meu problema.
Respiro profundamente pensando no meu amor: - Ai, ai, como é bom amar.
Balanço a cabeça, voltando ao meu raciocínio.
“Eu tinha que merecer o amor dela, tinha que ficar bem para ela. E também por mim!”
Por isso, acabei me tornando cobaia de mim mesmo, pois eu fui o meu primeiro paciente, aplicando células-tronco na minha pele e testando seu funcionamento, que não demorou a aparecer. Eu voltei a ter uma pele jovem, de cor bonita, saudável e hoje quem me vê, sem saber da minha história, nem imagina os mais de vinte anos que lutei contra o câncer e as duzentas e sessenta e oito sessões de quimioterapia.
Em primeiro lugar, os meus protocolos de células-tronco salvaram a mim mesmo. E depois disso, começaram a salvar inúmeras pessoas de tantas doenças e condições tristes em que eles se encontravam.
Passadas algumas horas, a Ana Clara está pronta para ir embora. - Como você está, Ana?
- Feliz!
- Verdade?
- Sim, eu sei que o efeito total ainda vai aparecer em duas semanas, mas eu já pude ver uma melhora, parece mágica.
Eu rio: - Então agora você vai virar modelo?
Ela dá uma gargalhada gostosa, bem diferente do começo da consulta de hoje.
Nos despedimos.
O tempo passou e para a minha surpresa, depois de alguns meses, Ana Clara realmente se tornou modelo, mas mais importante do que isso, voltou a namorar e se sentir feliz, com boa autoestima.
Olho para sua foto na capa de uma revista e não resisto: - Olha as células-tronco na capa da Vogue!
Rio sozinho e penso na minha esposa: - Ah, o amor…
Doutor Tércio Rocha, especialista em Medicina Regenerativa
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