A formação da bacia é feita através dos desníveis dos terrenos que orientam os cursos da água, sempre das áreas mais altas para as mais baixas
Essa área é limitada por um divisor de águas que a separa das bacias adjacentes e que pode ser determinado nas cartas topográficas. As águas superficiais, originárias de qualquer ponto da área delimitada pelo divisor, saem da bacia passando pela seção definida e a água que precipita fora da área da bacia não contribui para o escoamento na seção considerada. Assim, o conceito de bacia hidrográfica pode ser entendido através de dois aspectos: rede hidrográfica e relevo. Em qualquer mapa geográfico as terras podem ser subdivididas nas bacias hidrográficas dos vários rios.
É importante, portanto, ter consciência de que, ao andarmos pelas ruas ou em uma mata, por exemplo, estamos andando necessariamente sobre a área de uma bacia hidrográfica, pois as águas que eventualmente escoam nesses locais tendem a se direcionar para um rio.
O que separa uma bacia hidrográfica de outra são os divisores de água. Eles são como uma espécie de fronteira em que, de um lado, escoa a água em direção a um rio e, de outro, escoa a água em direção a outro rio.
Em razão da força da gravidade, as águas correm sempre do ponto mais alto da superfície em direção aos pontos com menores altitudes. Assim, podemos dizer que as localidades mais elevadas são os divisores de água e os pontos menos elevados costumam abrigar o leito dos rios
As bacias hidrográficas podem ser classificadas conforme a sua grandeza. Isso porque todo o rio possui a sua bacia, mas alguns deles desaguam em outros rios, formando uma bacia hidrográfica maior, ou seja, as bacias de maior grandeza englobam as áreas de outras bacias menores. Veja o esquema abaixo, nele temos a situação de uma bacia hidrográfica hipotética, formada por um rio principal e seus afluentes.
Como a bacia hidrográfica costuma coletar toda água superficial ou subterrânea de suas águas em direção ao leito de um curso d’água, não é difícil imaginar que o índice de poluição de sua área inevitavelmente irá afetar o rio em questão. Sendo assim, podemos perceber que o bom uso e a conservação dos nossos recursos hídricos estão diretamente relacionados à conservação dos solos e das áreas subterrâneas.
No Amapá, existem 29 bacias hidrográficas, mas já existe um estudo em andamento para de averiguar a nova conformação hidrográfica do Estado. O Estado possui uma malha hídrica considerável. Na região centro-leste situa-se o Rio Araguari, que nasce na Serra Lombarda e Tumucumaque e deságua no Oceano Atlântico, estando inteiramente localizado na área de domínio do Amapá e formando a maior bacia hidrográfica estadual, a Bacia do Rio Araguari. A Bacia Hidrográfica do Rio Araguari – BHRA é a maior unidade hidrográfica do Estado do Amapá, e abrangia parte dos territórios dos municípios de Serra do Navio, Pedra Branca do Amapari, Porto Grande, Tartarugalzinho, Ferreira Gomes, Cutias do Araguari, Calçoene, Pracuúba, Amapá e Macapá. [email protected]
Marcelo Creão
Ex-secretário de Estado na SEMA-AP, mestre em Biologia Tropical e Recursos Naturais, professor de Gestão Ambiental na FAMA.