Todos nós brasileiros sempre soubemos ser o Brasil um país de jeitinhos para tudo, mas nunca, jamais, sequer o imaginamos tão desrespeitoso e bagunçado. Afinal, a que diabo oramos para que tudo, desde favorecimentos de leis até comportamento de autoridades se tornassem alvos absurdamente questionáveis?
Bem lá de lonjão, nos vem um bilionário sul-africano naturalizado americano, maior fogueteiro da terra e dá um tremendo esporro em supremo ministro nosso. E batem boca como lavadeiras, se é que lavadeiras fazem isso. E como brasileiros gostam de torcer, até pelo rato mais esperto, se deixam ficar a procurar quem está correto ou com razão.
Tenho a mais absoluta certeza que não se trata de razões, sequer estar correto, mas sim, quem está fora de seu lugar e atribuições. O moço rico, com certeza partiu em defesa do que é seu e de seus auxiliares trabalhadores. Quanto ao contendor em cargo de ministro, atropelando a obrigatória liturgia de observação à postura, abriu portas a liberdades invasivas ao cargo que ocupa.
Que não se falem em razões, que se corretas não caberia discuti-las. Os motivos da pendenga se tornaram os menores dos males. Jamais a tempo algum “na história deste país” um togado do Supremo Federal foi tão desrespeitado e ou achincalhado como este. Daí ter que se tolerar um estrangeiro tomar tal atitude e ainda haver que se lhe conferir razão, torna-se humilhação em demasia aos caboclos latinos que somos. Pelo menos o ricão deve nos ter neste conceito. Valha-nos Cristo.
Muitos não o dizem e muitos se encontram demasiadamente tolerantes. Nos perdoem presidentes passados e mesmo o atual. Não houve, nem está havendo busca de qualidades para fazer nossa Nação seguir à frente e com segurança. Invariavelmente todos eles, se rodearam e se permitiram levar pela insistências de afagos em busca de empregos privilegiados.
Este próprio citado ministro supremo, se com formação para tal, é desprovido de personalidade sóbria e talento que o encargo exige. E quem o indicou, um jurista, aquele mesmo que golpeou a presidenta, deveria bem saber disso, pois o distinto, embora buscando imitar sem sucesso a imagem de Yul Brynner um valente e temido nas telas como xerifão de dar medo, mesmo fazendo cara feia, tem ficado bem diferente quando duramente confrontado, acionando logo forças com armas e distintivos para subjugarem, não só pessoas, mas vozes e opiniões.
A experiência mostra que o respeito que se recebe, sempre foi o melhor companheiro daquele que se da. Isto observado, violências e confrontos são evitados. E como ele tem faltado!!!
Entretanto, bagunção geral, das selvas de índios pelados, ao topo da alta ciência, como está visto a perturbação é geral. E o senhor presidente, mantém-se cego e surdo, mudo não digo, pois tem falado muita bobagem e fantasiado números que a aritmética não dá conta. E suas melhores companhias e/ou auxiliares, são tão somente aqueles que apenas lhe dizem o que gosta de ouvir, não se importando com tragédias resultantes, apenas procurando transferências culposas a outros.
Se atua com índios, há que ser como imaginam “professores de Deus”, interessados de boa ou má fé e mesmo cientistas e filósofos defensores de verdades imprestáveis, jamais o prático conhecedor necessário. Ficando tudo e todos entregues aos cuidados de irresponsáveis apaniguados, com aparências de aves de rapina, que de nada entendem. E ficam, satisfeitos e felizes frente a meios e dádivas da comunicação, se tornando gordos e saudáveis, mesmo contrariando a Deus, quando por incúria e satisfações pessoais deles, tantos seguem inocentemente morrendo, dentre estes, crianças que nunca chegam a conhecer o azul do céu.
Se da natureza, em sua existência e convívio ao mundo moderno com suas necessidades e carências, mantém atenção única a pseudocientistas que apenas se promovem pelo jornalismo barato sem nenhum compromisso com a própria ciência ou importância a tragedias sociais provocadas.
Ainda que existam cuidadosos trabalhos de pesquisa a contaminantes, por imparciais organismos de cunho internacional, esta presidência gerencial não vai nunca a campo a busca do saber necessário. Assumindo sempre para seu próprio conforto administrativo o que as tvs mostram e nelas dizem alguns bostas, aos quais até incautos juízes e altos magistrados dão crédito; fácil assim.
Parece que não, mas essa bagunça aí não é apenas triste e desordenada, mas provoca tragédias sociais em cadeia.
Quanto a exploração de nossos recursos e potencialidades, às suas administrações nunca importaram quanto ao peso das ignorâncias sobre o assunto. Seus melhores técnicos são sempre os amigos dos amigos de seus eleitores. Ouvidos a conselhos, só se proferidos por conselheiros provenientes de gabinetes de deputados bem chegados. No campo, da produção de grandes produtores a colonos trabalhadores, que se danem; exceção feita logico, aos filhos de políticos fortes nos poderes; a estes, patas bovinas em profusão e árvores queimadas ao chão.
Aos recursos naturais, proporcionam a mineração, mesmo bem-dito na tal Constituição que deveria reger o país e sob proteção do Supremo do calvo juiz, nenhum entendimento. Neste caso, maioria das vezes não é bem desconhecimento, muito pelo contrário é conhecimento e ambição demais. Interessante que cabe ao minerador, nestes novos tempos bagunçados, destratado como reles garimpeiro, o trabalho de descoberta, cabendo segundo a lei maior, ao próprio governo sua obrigatória legalização. E não poderia ser diferente, pois como poderia antes legalizar o que não se sabia existir?
Inúteis e danosos, funcionários pagos para tal, não produzem, não fazem sua parte como está escrito na lei grande e ainda adotam a palavra ilegal para todo um universo de economia popular, num mundo que apesar de criado por Deus, coube a homens especiais conquistá-lo, embora castigados a pagar impostos para polpudos salários no infernal ócio governamental.
Mais incrível a este setor, que criada onda tão gigante de interesses manifestos quase diariamente, que ninguém sequer cogite conhecer os valores das causas e jazidas. O silêncio é completo.
Achamos melhor talvez, procurarmos o agente X, malvisto por fantasmas da Corte, para somar conosco em uma senhora administração “futriqueira” a gosto nas redes… e podermos ajudar a bagunçar no geral.
Pois é, como dizia Rui: “Há tantos burros mandando em homens de inteligência, que as vezes fico pensando se a BURRICE não será uma CIENCIA.”
Um brinde a satélites que nos céus brilham e se tornam estrelas.
BH/Macapá, 14/04/2024
José Altino Machado