Saímos eu e minha família de Macapá, capital tucuju com destino a Belém do Pará, aeroporto Val de Cans. Na partida, aeroporto Alberto Alcolumbre, não houve nenhum controle sanitário por parte nem da empresa aérea e nem dos órgãos de fiscalização sanitária municipal, estadual ou federal.
Na chegada em Belém-PA ainda no aeroporto haviam na porta de desembarque ao espaço comum duas senhoras apenas e cada uma portava um termômetro eletrônico e conferiam as temperaturas dos passageiros. Tudo isso e nada mais.
No retorno o mesmo procedimento se sucedeu com nenhum controle no embarque e apenas três pessoas na chegada em Macapá verificando a temperatura dos passageiros.
O que nos causa estranheza pois se existem como divulgado todos os dias um avanço nos casos de contaminados pelo Sars Cov-2, o vírus produzido sabe-se lá aonde e que ao infectar humanos provoca a doença viral Covid-19, deveriam ser adotados critérios mais efetivos para acesso de pessoas em ambientes confinados como nos casos de passageiros em ônibus, embarcações e aeronaves, ou senão, deveriam existir estudos que indiquem que passageiros não se infectam em veículos de transporte de grande número de pessoas. Uma preocupação visível pelo olhar que uns passageiros fazem aos outros quando necessitam buscar o assento marcado na viagem e ainda mais quando ficam um bem próximo ao outro mesmo sem conhecer o vizinho da poltrona ao lado.
Um procedimento totalmente diferente do prescrito nos decretos municipais e estaduais de controle de pessoas em restaurantes por exemplo com distância de 1,5 metros entre os pares da mesa ou ainda maior de uma mesa para outra.
Aliás, certo ou errado, isto você decide com suas convicções, tem município que libera geral, ninguém usa máscara por falta de fiscalização, todo mundo anda grudadinho e há outros que expulsam pessoas das praças, obrigam usar máscara no passeio público, decretam lock down e muito mais. E estes munícipes acabam transitando de uma cidade para outra vivendo de forma distinta.
A contaminação cruzada é justamente isto que se observa desde quando chegou a notícia do primeiro caso de covid-19 no país.
Naquela época eu estava hospitalizado em um nosocômio particular em Macapá e por interesse pessoal de proteção contra qualquer agente biológico solicitei a uma enfermeira uma máscara de proteção facial, o que me foi negado com veemência e ainda explicou que só quem precisava usar máscara era a equipe de saúde pois não havia nenhuma necessidade e preocupação contra o tal vírus.
No pronto atendimento do hospital era observado que o mesmo médico e equipe de saúde que atendia um paciente sem sintomas de covid-19 também atendia o público em crise dos sintomas virais.
Contaminando e proliferando pessoas deveras pelo mal que foi descoberto na China no fim de 2019, aí esta a contaminação cruzada.
Voltando as faces do controle do acesso de pessoas, você mesmo leitor da nossa coluna que trata sobre saúde e segurança e do jornal A Gazeta, Jornal Verdade, que precisa transitar de sua residência para o trabalho e os afazeres do cotidiano já deve ter presenciado muitas pessoas que fazem o uso irregular de máscaras que mesmo colocados ao rosto ficam folgadas e caindo e/ou ainda daquele álcool líquido a 70% ou álcool em gel espirrado uma mínima quantidade que só serve para umedecer a mão e com certeza não protegem nada. Conduta feita só pra inglês ver, como já falavam os antigos.
Uma solução que poderia ser adotada seria além das fiscalizações aos estabelecimentos comerciais sem aviso prévio a adoção de uma identificação de que o munícipe já foi vacinado com as duas doses.
Um cartão de imunidade, um green card da saúde, um covid card identificando de forma nominal ao portador e atestando que este já se encontra em condições de tráfego no meio social.
Esta semana mesmo nos Estado Unidos já foi liberado o trânsito sem a necessidade do uso de máscara facial de proteção e ainda houve um show pirotécnico como marco de alforria contra covid-19.
A adoção de uma carteirinha do bem já vem sendo adotada, por exemplo, pelo clube social e complexo aquático AABB onde todos os sócios que apresentam a carteira de vacinação com as duas doses recebem uma carteirinha diferente indicando que aquela pessoa já recebeu sua cota vacinal.
Além do que o clube serve de modelo pois segue os decretos limitando o público ao percentual liberado, acesso sem aglomeração, distanciamento de mesas e cadeiras, etc.
Se somos responsáveis pela proteção de nossas famílias e a nós mesmos possuindo ainda o compromisso de não proliferar a doença, muito mais são os órgãos públicos que por nós são financiados através dos impostos em realizar formas de maior controle e pensar na saúde de todos.
As chegadas e partidas não podem deixar de ocorrer, o vírus não vai sumir, as pessoas precisam trabalhar, a vida tem que continuar, a segurança tem que existir.
Culpar A ou B não fará o vírus votar neste ou aquele salvador, e comunicar nas redes sociais e mídia em geral o que realmente é verdade parece ser hoje a maior sacada contra dois inimigos comuns: o vírus e as fake News.
Vacina sim! Trabalho sim! Educação sim! Controle sim!
Sim para a vida de todos nós.