O país tem acompanhado com seriedade o mercado
O sucesso da China nos vários setores da economia mundial é fruto de permanente acompanha mento do que acontece no mundo. Não existe milagre e sim de um grande trabalho de estratégia empresarial praticada pelo governo e de suas empresas privadas. É um trabalho sério de parceria que não significa o controle governamental e sim apoio, diferentemente do que ocorre no Brasil.
A Reuters publicou, em 1° de abril de 2026, a matéria “A China estava preparada para um choque petrolífero e agora os investidores estão colhendo os frutos”, assinado por Rae Wee que transcrevo trechos.
“A prontidão da China para um choque energético ajudou seus mercados financeiros a apresentarem um desempenho excepcional neste mês e levou investidores globais a buscarem aumentar sua exposição ao país, enquanto a guerra com o Irã se prolonga.
As reservas de petróleo e as cadeias de suprimento de energia resilientes têm impulsionado o desempenho das ações, dos títulos e do yuan, e gestores de fundos e operadores dizem que isso está começando a gerar uma visão positiva sobre a economia e a impulsionar a compra de empresas de tecnologia e de consumo.
Desde que a guerra entre os EUA e Israel contra o Irã praticamente paralisou o fluxo de petróleo e gás do Golfo Pérsico no final de fevereiro, a disparada dos preços do petróleo abalou os mercados globais.
Nesse período, o índice de referência da bolsa chinesa, o (CSI300) caiu cerca de 4,6%, em comparação com perdas superiores a 10% na Índia (NSEI). Japão (N225), Coreia do Sul (KS11), uma queda de quase 8% no S&P 500 (SPX).
O yuan é a moeda mais estável da Ásia em relação ao dólar – mantendo-se inalterado ao longo de março – e o mercado de dívida da China não tem paralelo, resistindo firmemente enquanto outros mercados de crédito afundaram.
Ao se manterem firmes em um mês em que havia poucos lugares para os investidores se protegerem, essas movimentações reforçaram os argumentos a favor da China como um porto seguro de curto prazo e um lastro de longo prazo para portfólios globais, que sofreram fortes quedas recentemente.
‘A singularidade da dependência energética da China é o fator de diferenciação’, disse Jacky Tang, diretor de investimentos para mercados emergentes do Private Bank do Deutsche Bank.
‘Por causa disso, os investidores preferem alocar recursos em ativos chineses neste momento em relação a outros mercados… eles perceberam a resiliência.’ Tang afirmou que seu portfólio estava ligeiramente sobrecarregado em investimentos na China e que alguns clientes estavam gradualmente transferindo parte de sua exposição ao setor de tecnologia do Japão e da Coreia do Sul para a China.
A economia estável agora parece ‘robusta’. Paradoxalmente, a China é a maior importadora mundial de petróleo que passa pelo Estreito de Ormuz e também um dos países mais bem posicionados para enfrentar o fechamento da via navegável.
A produção interna, o congelamento das exportações de combustível e uma rede de oleodutos permitem que o país diversifique sua fonte de energia, reduzindo a dependência das importações marítimas e obtendo petróleo e gás da Rússia, da Ásia Central e de Mianmar.
As vendas da BYD caíram mais de um quinto no mês passado em comparação com o ano anterior, segundo apurou a Reuters. O país também possui uma frota de veículos elétricos quase tão grande quanto a do resto do mundo combinada, reservas de petróleo estimadas em sete meses de importações e uma rede elétrica praticamente independente de importações graças ao carvão e às energias renováveis produzidas internamente.
Ao mesmo tempo, a inflação está baixa – permitindo que a economia absorva preços mais altos – e os indicadores recentes mostram uma melhora. Assim, em comparação com o resto do mundo, o que antes era uma perspectiva de crescimento estável agora parece impressionante.
‘Acreditamos que a economia doméstica da China permanecerá robusta, aconteça o que acontecer’, disse William Yuen, diretor de investimentos da Invesco em Hong Kong, que aumentou sua exposição a empresas de tecnologia e bens de consumo no mês passado.
‘Pode ter seus altos e baixos, mas comparando com muitas outras economias do mundo, haverá uma espécie de margem de segurança, dada a diversificação e a autos sustentabilidade que a economia alcançou.’
Existem outros fatores e setores favoráveis. Os investidores já adquiriram ações da indústria de energias renováveis da China, apostando na demanda mundial por painéis solares, baterias e equipamentos de energia verde para reduzir a dependência de combustíveis fósseis.
A enorme quantidade de poupanças das famílias depositadas em bancos tem mantido a pressão descendente sobre os rendimentos dos títulos. E os investidores dizem acreditar que as autoridades chinesas estão de prontidão para manter a situação estável, citando uma recente repressão regulatória com o objetivo de estabilizar o mercado e a venda de ações por fundos de investimento estatais no ano passado, o que os deixa preparados para sustentar as ações caso elas caiam.
O mantra continua sendo o ‘mercado de alta lento'”, disse Christopher Wood, chefe global de estratégia de ações da Jefferies, em um comunicado. ‘O objetivo continua claro: que o mercado de ações substitua o mercado imobiliário em desvalorização como principal fonte de geração de riqueza.’
Sem dúvida, os ETFs chineses negociados em bolsa nos EUA registraram saídas de capital no mês passado, e o dólar também teve um mês forte como porto seguro. Alguns investidores também buscaram proteção nos EUA, um exportador líquido de energia, ou apontaram a Malásia e Singapura como mercados menores na Ásia que oferecem alguma proteção.
Mas para aqueles que estão focados fora dos EUA, a China parece estar chamando a atenção.
‘Se os preços da energia continuarem subindo, a sensibilidade na Europa e no Japão, que são os outros dois grandes componentes do índice de referência global ex-EUA, poderá se tornar um ponto preocupante’, disse Rajiv Batra, chefe da Ásia e co-chefe de estratégia global de ações de mercados emergentes do JP Morgan em Singapura.
‘É aí que os investidores tentarão encerrar qualquer posição negativa ou subponderada em relação à China o mais rápido possível.’”
A matéria demonstra a visão atualizada da China sobre a economia mundial, não se trata de nenhum milagre e sim muito trabalho
“Talvez alguns perguntem: porque programas supremacistas da ONU? A resposta é muito simples, é que alguns programas da ONU, que posa de senhora do mundo, pregam nas entrelinhas, muitas vezes também clara e desabridamente, a falsa supremacia da civilização europeia em alguns programas em termos de direitos humanos, aquecimento global, ciência e outros mais.
A postura da ONU em apoio à supremacia da civilização europeia chega a ser um acinte que se configura em um grande bullying mundial, tentando desmerecer as demais civilizações. Pasmem todos, o ‘parlamento europeu’ se atreve a ditar regras para os demais países. Existe algum acordo internacional nomeando a União Europeia e seu parlamento como xerifes do planeta?” – Um anônimo.

