As grandes empresas que vinham implantando parques solares e os ‘cata-ventos’, tanto onshore quanto offshore, com a coleta de vento para produzir a denominada ‘energia eólica’ sempre basearam as suas obras às custas de pesados subsídios governamentais, com dinheiro dos pagadores de impostos – as grandes vítimas da tão propalada energia verde – que pagariam em dobro o consumo da energia. Com o fim dos subsídios e a redução dos financiamentos dos (famosos) fundos verdes que os investidores estão entendendo que tais investimentos são ‘uma furada’, porquanto estes fundos são os menos rentáveis do mercado. Com o fim da ‘mamata’ tais empresas ‘boazinhas’ estão batendo em retirada.
A Reuters publicou, em 05/12/2024, a matéria “Metas e custos prejudicam o apelo da energia verde, diz o chefe da Rosneft, Sechin”, assinada por Yousef Saba, cobre energia do Oriente Médio a partir de Dubai, prestando muita atenção às gigantes petrolíferas dos estados do Golfo, seus papéis nos ambiciosos planos de transformação da região e na mudança para energia verde, que transcrevo trechos.
“O enfraquecimento do interesse dos investidores em energia limpa se deve a metas ilusórias, altos custos e falta de financiamento, de acordo com Igor Sechin, chefe da maior produtora de petróleo da Rússia, a Rosneft (ROSN.MM), um conhecido cético da energia verde. A Rússia, importante produtora de petróleo e gás natural, e a China estabeleceram metas para atingir a neutralidade de carbono até 2060, 10 anos depois da maior parte do mundo desenvolvido.
O presidente russo, Vladimir Putin, criticou o movimento verde na Europa por capitalizar os medos das pessoas sobre as mudanças climáticas, ao mesmo tempo em que questionou o comprometimento da Alemanha em eliminar gradualmente o carvão.
Sechin tem se mostrado cético em relação à agenda verde, dizendo que a contribuição humana para a mudança climática foi superestimada. ‘Nos últimos três anos, o entusiasmo dos mercados de ações ocidentais pelo setor de energia renovável diminuiu bastante. As ações de empresas que produzem combustíveis limpos caíram várias vezes em dois anos’, disse Sechin em uma conferência nos Emirados Árabes Unidos.
‘Os motivos para essa atitude dos investidores são a incapacidade das empresas da economia verde de atingir seus objetivos no prazo, inclusive devido ao aumento de custos, atrasos na emissão de empréstimos governamentais e a falta de disponibilidade de novos financiamentos.’ Ele citou grandes empresas globais de energia, como a Chevron (CVX.N), Concha (SHEL.L), BP (BP.L), que segundo ele ‘suspendeu projetos de produção de combustível alternativo’. ‘Estou particularmente satisfeito em ver o abandono da produção de combustível de aviação a partir de óleo de cozinha usado’, disse Sechin com um sorriso irônico.
As principais empresas petrolíferas internacionais desaceleraram os investimentos em energias renováveis e negócios de baixo carbono, pois enfrentam a pressão dos investidores para aumentar os retornos e manter grandes pagamentos aos acionistas em meio ao aumento de custos, problemas na cadeia de suprimentos e problemas técnicos. Mas as mudanças climáticas também aumentam o risco de doenças como a requeima, que se prolifera em condições quentes e úmidas.”
No mesmo dia a Reuters, também, publicou outra matéria “Dinamarca decepcionada após licitação de energia eólica offshore não atrair propostas”, assinada por Stine Jacobsen, que igualmente transcrevo trechos.
“A mais recente licitação de um parque eólico offshore da Dinamarca no Mar do Norte não atraiu nenhuma proposta, disseram autoridades na quinta-feira, em mais um revés para o setor. Após um ano de desafios, a indústria eólica offshore global não tem mais muitas perspectivas de atingir as metas ambiciosas estabelecidas pelos governos dos EUA, Europa e outros lugares, dificultando os esforços para combater as mudanças climáticas. ‘Este é um resultado muito decepcionante’, disse o ministro da Energia e Clima, Lars Aagard, em uma declaração por escrito. ‘As circunstâncias da energia eólica offshore na Europa mudaram significativamente em um período relativamente curto, incluindo grandes aumentos de preços e taxas de juros’, acrescentou Aagard.
A Agência Dinamarquesa de Energia disse que iniciaria um diálogo com os participantes do mercado para identificar os motivos da falta de propostas, acrescentando que diversas empresas demonstraram interesse durante o diálogo inicial de mercado. O desenvolvedor dinamarquês de parques eólicos offshore Orsted (ORSTED.CO), disse que optou por não fazer uma oferta devido a um equilíbrio desfavorável de risco-recompensa e reconheceu os fatores de mudança do setor, como inflação mais alta, aumento das taxas de juros e gargalos na cadeia de suprimentos.
‘Para mitigar o impacto disso e apoiar a expansão contínua da energia eólica offshore, a indústria e os formuladores de políticas devem trabalhar juntos para criar as condições necessárias para um futuro sustentável para a energia eólica offshore’, disse o diretor comercial da Orsted, Rasmus Errboe, em um comentário por escrito. Em abril, a Dinamarca lançou sua maior licitação de energia eólica offshore até o momento, não oferecendo subsídios às empresas que competem pelo direito de erguer turbinas em seis locais com uma capacidade combinada de até 10 gigawatts. Penso que o lado positivo é que mais de 100 países, representando milhares de milhões de pessoas, se manifestaram a favor do tipo de tratado que irá reduzir a produção de plástico, proteger a saúde humana.
O prazo para propostas para três locais no Mar do Norte foi na quinta-feira, enquanto o prazo para três locais adicionais no Mar Báltico e Kattegat é 1º de abril de 2025. Nenhum subsídio foi oferecido na licitação.
A Concha (SHEL.L), uma das principais empresas de energia que promoveu a energia eólica offshore como um mercado-chave no qual podem investir como parte da transição energética mundial, disse na quarta-feira que estava recuando em novos investimentos em energia eólica offshore, um movimento espelhado por outros. A Dinamarca, também é sede do fabricante de turbinas Vestas (VWS.CO), foi pioneira em energia eólica tanto onshore quanto offshore, graças também às suas velocidades de vento favoráveis.”
Como já disse no início as empresas que promoviam as energias solares e eólicas estão batendo em retirada porque tal mercado está deixando de ser rentável, o que já era de se esperar. Parece que finalmente os recursos dos pagadores de impostos, que estavam sendo falsamente utilizados para uma mitigação impossível e improvável, serão usados finalmente para o processo de adaptação dos seres humanos às alterações climáticas e aquecimento global que sempre foram uma constante no nosso planetinha desde o seu surgimento no universo.
Alvissaras, pelo andar da carruagem a humanidade, finalmente, se voltará para o processo de adaptação o que ensejou a nossa sobrevivência através dos milênios.
“Não há mentira pior do que uma verdade mal compreendida por aqueles que a ouvem.” – William James (1842 – 1910), foi um filósofo e psicólogo americano e o primeiro intelectual a oferecer um curso de psicologia nos Estados Unidos.
Custos prejudicam energia verde
