Há um caminho, um encontro de esperançar.
Há uma saudade de além ficar, apagar a luz.
Há um sonho de sonhar em dourado e azul.
Há uma manhã adormecida no teu olhar ao sul.
Há máscaras, muitas máscaras, há aquela que seduz.
Ousastes adornar tuas máscaras com fios do meu pensar.
Criou-se uma tecitura de aspirações e enganos em relevo ondular.
Usei óculos rosas , vermelhos, cinzas ou escuros – deixei-me enganar.
Espelho, espelho meu, haverá alguém com os traços dos sonhos meus?
As imagens ilusórias começam a desfazer-se nos falhos atos teus.
Deuses, deusas e todo o panteão sagrado aviso deu.
Não era reflexo, era projeção dos caminhos que trilhei.
As nuvens dispersaram-se e o azul do céu esparramou-se,
liberou-se o espaço dos nebulosos enganos que identifiquei.
Respirei os ares livres de sacralizados embustes de personalidade.
Liberei sorrisos e esparramei abraços nas diversas fontes da diversidade.
Recebi tesouros da gratuidade encontrados nos registros da jovem antiguidade.
Validei percursos da antiguidade expressos em recortes da atualidade,
são tudo tanto quanto e vieses absolutos da humana jornada,
eles reascendem o encanto da vida em sopros de consciência reconquistada.
Espelho, espelho meu, mergulho em teu reflexo feliz por ser eu.
As turvas águas turvas com múltiplas faces de bolhas já não causam impacto,
são hábitos tardios pedindo um resgate para liberar o eterno e sublime intacto.

