Você sabe o que é a leucemia?
As leucemias são um câncer do sangue, que surge quando os glóbulos brancos (células de defesa) começam a se reproduzir de maneira descontrolada na medula óssea. Não é uma doença contagiosa e pode acontecer em qualquer idade, sendo a neoplasia mais comum entre as crianças.
Há subtipos da doença, divididos em dois grandes grupos: leucemias agudas e leucemias crônicas. Cada uma delas apresenta particularidades clínicas, mas o que todas têm em comum é a urgência no diagnóstico e a possibilidade de bons resultados no tratamento, incluindo a cura.
A confirmação diagnóstica da leucemia é feita com o exame da medula óssea, o mielograma. Em alguns casos, ainda é necessária a realização da biópsia da medula óssea, onde um fragmento do osso da bacia é retirado e enviado para a análise de um patologista.
Ainda não se sabe ao certo quais são as causas ou fatores de risco responsáveis pela leucemia, por isso não existem formas de se prevenir a doença.
Quais são os tipos mais comuns da doença?
A leucemia é patologicamente dividida em dois estágios, de acordo com a velocidade com a qual a doença evolui. São eles: a Leucemia aguda, caracterizada pelo crescimento rápido e em um curto intervalo de tempo das células imaturas do sangue. Divida também em leucemia crônica, caracterizada pelo aumento de células maduras na medula óssea e no sangue periférico.
Há também a divisão em relação ao tipo de célula envolvida, que são: a Leucemia Linfoide, que tem comprometimento da linhagem linfoide e engloba a Leucemia Linfoide Aguda (LLA), que é a mais comum em crianças e idosos, é a Leucemia Linfoide Crônica (LLC), que é o tipo mais comum em adultos. Há também a Leucemia Mieloide, que tem comprometimento da linhagem mieloide e engloba a Leucemia Mieloide Aguda (LMA) e a Leucemia Mieloide Crônica (LMC), a última ocorre com maior frequência em adultos.
Quais são os sintomas da doença?
Os principais sintomas da leucemia acontecem devido ao acúmulo de células anormais na medula óssea, o que prejudica ou impede a produção de células sanguíneas normais.
A leucemia pode provocar a redução dos glóbulos brancos (responsáveis pela imunidade), deixando o organismo sujeito a muitas infecções, em sua maioria, graves ou recorrentes.
Quando há a redução dos glóbulos vermelhos, instala-se um quadro de anemia, com sintomas como: fadiga; falta de ar; palpitação; dor de cabeça; palidez; apatia; entre outros.
A diminuição das plaquetas provoca sangramentos, principalmente nas gengivas e nariz, além de manchas roxas e/ou pontos roxos na pele.
Ainda é possível surgirem sintomas como: gânglios linfáticos inchados, mas sem dor, principalmente na região do pescoço e das axilas; febre ou suores noturnos; perda de peso sem motivo aparente; desconforto abdominal (provocado pelo inchaço do baço ou fígado); dores nos ossos e nas articulações.
Como é feito o diagnóstico?
Se dá pelos sintomas clínicos identificados e a doença é confirmada através de exames específicos, como coleta e biópsia da medula óssea.
Quando a suspeita de um quadro de leucemia é muito grande, o primeiro passo é a realização de exames de sangue, seguidos de avaliação médica específica. O hemograma é considerado o exame mais importante para a confirmação da suspeita de câncer. Nos casos positivos de leucemia, o resultado do hemograma apresenta alterações na contagem de plaquetas e valores dos glóbulos brancos e vermelhos (células do sangue). No entanto, outras análises laboratoriais como exames de bioquímica e coagulação devem ser realizadas para confirmar tal alteração.
O diagnóstico precoce é uma das melhores estratégias para identificar o tumor ainda na fase inicial. Isso faz toda a diferença para aumentar as chances de cura por meio de tratamentos.
Existem várias formas de se realizar a detecção precoce do problema. A principal delas é a investigação por meio de exames clínicos, laboratoriais e radiológicos em pessoas que já apresentam sinais ou sintomas que indicam a leucemia. Além disso, são feitos exames específicos para a detecção precisa da leucemia.
Há tratamento para a Leucemia?
Sim. O tratamento tem o objetivo de destruir as células leucêmicas para que a medula óssea volte a produzir células normais. O processo varia conforme o tipo de leucemia.
No caso das Leucemias Agudas, o tratamento envolve quimioterapia.
O objetivo é realizar o controle das complicações infecciosas e hemorrágicas, e prevenção ou combate da doença no Sistema Nervoso Central (cérebro e medula espinhal). Para alguns casos, é indicado o transplante de medula óssea.
A primeira etapa do tratamento com quimioterapia é voltada para poliquimioterapia, cuja finalidade é alcançar um estado de remissão completa, ou seja, sem sinais ou sintomas de leucemia após o tratamento. As etapas seguintes variam conforme o tipo de célula afetada pela leucemia.
Adaptado: Ministério da Saúde.