A vida pode ser comparada a uma busca incessante por um pote de ouro. Para muitos, esse tesouro simboliza sucesso, realização e felicidade. No entanto, ao contrário do que algumas histórias podem sugerir, ele não se encontra ao final do arco-íris, pronto para ser colhido. Esse pote de ouro, na verdade, está dentro de cada um de nós, na forma de habilidades e competências em latência, esperando pelo momento certo para desabrochar. Mas para que essas sementes possam crescer, é necessário que sejam plantadas, cultivadas com dedicação, persistência e enfrentamento das adversidades.
Contudo, observa-se que a Geração Z, ao contrário das anteriores, enfrenta desafios particulares. Criados em um mundo hiper conectado, com respostas imediatas e conforto acessível, muitos desses jovens não tiveram a experiência de enfrentar lutas significativas, regras impostas por pais “chatos” ou a necessidade de superar grandes dificuldades. O resultado é uma baixa resiliência diante das frustrações naturais da vida.
Diferente das gerações passadas, que precisavam lidar com escassez, disciplina rígida e cobrança constante, a Geração Z muitas vezes se encontra em um ambiente de superproteção, onde os problemas são solucionados antes mesmo de serem vivenciados. Assim, quando os primeiros desafios reais surgem, sem a preparação emocional adequada, muitos tombam no caminho da desistência, da depressão e, tragicamente, do suicídio.
A chave para reverter essa realidade está no resgate da consciência sobre o valor do esforço, da paciência e da resiliência. Tal como uma planta que não floresce imediatamente após ser semeada, nossas habilidades precisam de tempo e trabalho para se desenvolver. A frustração é parte do processo de aprendizado e crescimento, não um motivo para desistir.
O psicólogo Léo Fraiman incansavelmente postula em seus estudos sobre a importância da frustração para desenvolvimento de resiliência e força emocional. Léo Fraiman, psicoterapeuta e educador brasileiro, tem uma visão crítica e reflexiva sobre os desafios enfrentados pela Geração Z. Ele destaca que essa geração, nascida entre meados dos anos 1990 e 2010, cresceu em um contexto de hiperconectividade e abundância de informações, mas também enfrentou dificuldades emocionais e sociais significativas. Um ponto principal da Teoria de Léo Fraiman sobre a Geração Z é a Falta de Autonomia e Protagonismo. Fraiman ressalta que muitos jovens da Geração Z foram superprotegidos e tiveram pouca autonomia para tomar decisões por conta própria. Isso pode levar a dificuldades em lidar com as frustrações e em desenvolver a resiliência diante dos desafios da vida. E a Ansiedade vai se instalando numa educação permissiva, negligente ou autoritária.
Para o psicoterapeuta e educador brasileiro Léo Frainman, muitos pais de adolescentes têm três posturas lamentáveis: são negligentes, permissivos ou autoritários e tais posturas diante da condução de uma família vai trazer problemas graves na performance dos filhos e nos papéis que cada membro da família deveria desempenhar.
Léo Fraiman defende uma abordagem educacional que prepare os jovens para os desafios reais da vida, fortalecendo sua autonomia, inteligência emocional e capacidade de adaptação. Seu método visa transformar indivíduos inseguros em protagonistas conscientes e preparados para os desafios que sempre existirão, pois, eu sempre digo, a vida é um espetáculo sem ensaios nem repetições e viver bem é fruto de auto conhecimento e maturidade emocional.
Portanto, é essencial incentivarmos essa geração a plantar suas sementes, regá-las com disciplina e enfrentar as pedras do caminho como parte do caminho para o pote de ouro. Somente assim, ao cultivarem suas potencialidades, poderão encontrar um verdadeiro sentido para suas vidas, superando as dificuldades com coragem e determinação.
O Pote de Ouro e as Sementes do Futuro: O Desafio da Geração Z

Professora, historiadora, coach practitioner em PNL, neuropsicopedagoga
clínica e institucional, especialista em gestão pública.